Governador do Rio de Janeiro defende ação da polícia no Jacarezinho

Em vídeo, Cláudio Castro (PSC) disse que a reação dos bandidos à operação foi "a mais brutal"

atualizado 07/05/2021 22:58

Posse do governador do Rio de Janeiro Claudio CastroAline Massuca/ Metrópoles

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), defendeu, em vídeo divulgado nesta sexta-feira (7/5), a operação no Jacarezinho, que deixou 28 mortos. Para o político, a ação da polícia foi “fiel” e a reação dos bandidos, “brutal”. 

“A reação dos bandidos foi a mais brutal registrada nos últimos tempos. Armas de guerra, prontas para repelir a ação do estado e evitar as prisões a qualquer custo. Em nenhum lugar do mundo a polícia é recebida com fuzis e granadas quando vai cumprir seu papel. Desde o ocorrido, determinei total transparência ao processo”, afirmou o governador.

Ainda de acordo com Castro, foram 10 meses de trabalho de investigação “que revelaram a rotina de terror e humilhação que o tráfico impôs aos moradores. Crianças eram aliciadas e cooptadas para o crime. Famílias inteiras eram expulsas de suas casas e mortas”, considerou.

Veja o vídeo:

O político disse também que conversou sobre a operação com o Procurador-Geral de Justiça, Luciano Mattos, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e com o Defensor Público-Geral, Rodrigo Pacheco.

Ação letal

Entre as vítimas da operação, estão 27 moradores do Jacarezinho e um policial. Levantamento realizado pelo Instituto Fogo Cruzado mostra que a ação deflagrada na favela é a mais letal da história do Rio de Janeiro.

Ao justificar o ato, a Polícia Civil disse que a facção criminosa que atua no local age de forma semelhante a grupos terroristas, fazendo até o sequestro de trens da SuperVia. Segundo as investigações, os criminosos têm “estrutura típica de guerra”, com centenas de “soldados munidos com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e todo tipo de acessórios militares”.

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