Governador Cláudio Castro não atende pedidos do União Brasil
O governo deu posse nesta terça-feira (5/4) a 14 novos secretários estaduais, mas o União Brasil não ganhou todos os cargos que pediu

A nova equipe de secretários do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, não seguiu todos os desejos da lista de pedidos feitos pelo União Brasil para continuar apoiando o governo. Castro deu posse nesta terça-feira (5/4) a 14 novos secretários estaduais, mas o União Brasil não ganhou todos os cargos que pediu.
O partido, que nasceu da fusão do DEM com o PSL, e hoje tem o maior fundo eleitoral do país, pediu o controle das secretarias de Transporte e Meio Ambiente e de duas diretorias do Departamento de Estradas e Rodagens (DER). O União Brasil ficou com as secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Transportes, que eram chefiadas, respectivamente, pelo deputado Vinícius Farah e pelo deputado estadual Thiago Pampolha. Ambos os parlamentares são do União Brasil e deixaram seus sucessores no cargo.
Contudo, como o pedido não foi atendido na íntegra, dirigentes do União Brasil fluminense continuam ameaçando sair da base de Castro. O presidente do diretório fluminense do União Brasil, Waguinho de Belford Roxo, tem dito que o partido merece mais espaço no governo devido ao orçamento disponível.
Waguinho tem mostrado a Castro que está no jogo. O presidente do diretório fluminense vem incentivando o discurso de pré-candidato ao governo do ex-governador Anthony Garotinho, mas também tem se reunido com outros concorrentes de Castro, como Rodrigo Neves, do PDT.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo evento de filiação de Garotinho, na última terça-feira (29/3), Waguinho disse que o União Brasil não era “partido de aluguel”, dando a entender que o governador só quer usar o orçamento do União Brasil.
“O União Brasil não é partido de aluguel. Nós temos dinheiro e tempo de televisão. Ninguém vai decidir nada pela gente, tudo será acordado de forma coletiva, nas plenárias do partido”, disse o dirigente.





