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Guilherme Amado

Ex-funcionário acusado de assédio participou de “ministério paralelo”

Marcus Thiago Figueiredo era coordenador da Embratur

07/06/2021 07:00, atualizado 07/06/2021 08:20
Marcos Corrêa/PR
Ministério paralelo

Marcus Thiago Figueiredo, coordenador demitido da Embratur sob a acusação de assédio sexual, participou da reunião do “ministério paralelo” no Palácio do Planalto, em 8 de setembro.

No encontro, como mostrou o repórter Sam Pancher, do Metrópoles, o virologista Paolo Zanotto pediu a Jair Bolsonaro criação de um “shadow board”, uma espécie de gabinete paralelo ou “grupo das sombras” contra a pandemia. O grupo, agora na mira da CPI da Covid, atacou vacinas contra a doença, enquanto o Ministério da Saúde já ignorava e-mails da Pfizer oferecendo imunizantes.

ministério paralelo
Marcus Thiago Figueiredo, em pé de terno azul, na reunião do ministério paralelo

Figueiredo trabalhou na Embratur de janeiro a setembro de 2020. Em agosto, o repórter Caio Barbieri, do Metrópoles, informou que ele respondia a uma sindicância por suposto assédio sexual a uma subordinada de 21 anos. Segundo as mensagens da apuração, Figueiredo disse à funcionária: “Você sente tesão em mim?”, ao que ela respondeu: “Thiago, sinceramente, não. Te vejo como amigo. Nunca olhei você com esses olhos”.

Figueiredo foi demitido antes da conclusão da sindicância. Uma semana depois da exoneração, foi à reunião no Planalto com Bolsonaro e médicos.

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