Com Bruna Lima, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Virologista do “ministério paralelo” atacou comando da CPI nas redes

Além de insultar Aziz e Randolfe, Zanotto teve post marcado como fake news pelo Facebook

atualizado 05/06/2021 13:05

Paolo ZanottoReprodução

O virologista Paolo Zanotto, que defendeu em setembro para Jair Bolsonaro a criação de um gabinete paralelo contra a pandemia, já atacou o comando da CPI da Covid e teve um post marcado como fake news pelo Facebook. As imagens da reunião foram trazidas à tona pelo repórter Sam Pancher nesta sexta-feira.

Na reunião de setembro no Palácio do Planalto, Zanotto pediu a criação de um “shadow board”, uma espécie de gabinete paralelo ou “grupo das sombras” contra a pandemia. Em seu discurso, Zanotto solicitou que Bolsonaro tomasse “extremo cuidado” com as vacinas contra a Covid. Naquela época, o Ministério da Saúde já ignorava e-mails da Pfizer com ofertas de imunizantes. O virologista será alvo de pedidos de convocação para depor à CPI.

Disse Zanotto em seu Facebook, na madrugada de 27 de maio, atacando o presidente e o vice-presidente da CPI, senadores Omar Aziz e Randolfe Rodrigues:

“Azzizz de máscara preta parece uma odalisca bombada posando de leão de chácara, né? Imagina o Rã dolfin sopranil se segurando para não pular no colo! Tá melhor que qualquer obra de telearte produzida no nosso país vizinho, do lado de lá do muro do 1 bertu”. (sic)Paolo Zanotto
Na véspera, o colegiado havia aprovado uma nova convocação para Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. Em 4 de maio, horas depois do depoimento de Luiz Henrique Mandetta, Zanotto escreveu: “Ver o Mandetta lendo as respostas para as perguntas do Renan e seus acólitos hoje foi cômico! Os picarettas deram um show”.

No mês anterior, o virologista teve uma publicação marcada como fake news pelo Facebook. O texto, checado pelas agências Aos Fatos e Estadão Verifica, dizia falsamente que “cidade mineira não tem um único doente internado por Covid-19” desde 21 de fevereiro. Além de não haver nenhum estudo comprovando a eficácia de medicamentos precoces, os dados oficiais da cidade de São Lourenço (MG) registravam pelo menos três mortes e três internações por Covid no período.
Paolo Zanotto

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