Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Bolsonaro é competitivo, oferece o produto ódio, diz presidente da OAB

Apontado como o candidato de Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz diz que se colocará contra Bolsonaro na eleição

atualizado 27/01/2022 10:20

Homem com boca retraídae expressão preocupadaCristovão Bernardo/OAB SP

O advogado Felipe Santa Cruz cumpre a última semana de mandato como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disposto a liderar um “movimento de reconstrução” do Rio de Janeiro. Apontado como o candidato do prefeito Eduardo Paes ao governo estadual, Santa Cruz diz que o Rio enfrenta na gestão do atual governador, Cláudio Castro, o pior momento de sua história. O advogado deve se filiar ao PSD, o mesmo partido de Paes, para disputar a eleição.

“O Rio está agindo como aquela família falida de antigamente, que já foi milionária e, depois de vender o último bem da família, que no caso do Rio foi a Cedae, passa a viver como se rico fosse durante um ano e depois vai morar na casa de uma tia”, disse Santa Cruz, em entrevista à coluna. Assista à íntegra da entrevista ao fim deste texto.

A presidência da OAB passará a ser ocupada pelo criminalista amazonense José Alberto Simonetti a partir do dia 31. Santa Cruz diz que teve uma gestão difícil, mas que se orgulha da postura combativa que a OAB apresentou diante do governo Bolsonaro. “Eu durmo muito tranquilo. Durmo mais tranquilo do que o presidente do Conselho Federal de Medicina. Eu não sei se ele pode dormir com a consciência tranquila que eu durmo”, afirmou, referindo-se à liberação pelo CFM da prescrição da cloroquina.

Alvo de ataques de Jair Bolsonaro, Santa Cruz disse que os apoiadores do presidente dentro da OAB não têm a força que pretendem demonstrar. “É muito barulho e pouca força concreta”, disse. “Há muita marola.”

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Sobre a eleição presidencial, Santa Cruz avalia que Bolsonaro é competitivo e é o único candidato a oferecer o ódio como um “super produto em tempos de crise”. Ele diz que poderá votar em qualquer presidenciável que esteja no campo civilizatório e democrático, ou seja, em oposição a Bolsonaro. Assista à entrevista abaixo.

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