Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Natália Portinari

A manobra bolsonarista para Torres não ser convocado pela Câmara

Anderson Torres seria convocado para prestar esclarecimentos sobre a possível interferência de Bolsonaro na apuração contra Milton Ribeiro

atualizado 30/06/2022 15:56

Presidente Jair Bolsonaro entrega o novo passaporte ao ministro da justiça Anderson Torres, durante lançamento do novo documento no Palácio do Planalto Gustavo Moreno/Metrópoles

Deputados bolsonaristas derrubaram na noite da quarta-feira (29/6) o requerimento da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara que obrigaria o ministro da Justiça, Anderson Torres, a se explicar aos deputados.

Os parlamentares de oposição tentaram convocar Torres para depor sobre o possível vazamento, por intermédio de Jair Bolsonaro, da investigação da PF contra o pastor Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação.

Deputados governistas que integram o colegiado alegaram que o ministro da Justiça deveria ser convocado pela Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado, que é dominada por bolsonaristas.

A avaliação dos deputados de oposição é que Torres não será convocado pela Comissão de Segurança Pública, mas, se for, será sabatinado por aliados, em um ambiente controlado. O autor do requerimento na Comissão de Relações Exteriores, Marcelo Calero, do PSD do Rio de Janeiro, recorrerá da decisão.

Torres esteve com Jair Bolsonaro em 9 de junho, dia em que o presidente ligou para Milton Ribeiro e mencionou que ele poderia ser alvo de busca e apreensão da PF. O episódio foi relatado por Ribeiro à própria filha, em telefonema interceptado pela corporação. O ministro nega que tenha tratado do tema com Bolsonaro.

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