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Zanin proíbe acesso a sistemas do STJ de suspeito de comprar decisões
Proibição está entre as medidas cautelares impostas a Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado por suspeita de compra de decisões no STJ
atualizado
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Ao revogar a prisão de Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado na Operação Sisamnes por suspeita de compra de decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin o proibiu de acessar os sistemas do STJ.
A proibição está entre as medidas cautelares impostas a Andreson. Ele também deve usar tornozeleira eletrônica, está proibido de manter contato com os demais investigados, precisa cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e não pode ingressar no STJ.
Zanin considerou o excesso de prazo no caso de Andreson. Ele está em prisão preventiva há um ano e cinco meses.
Em fevereiro deste ano, a esposa de Andreson, preso preventivamente por suspeita de vender sentenças de tribunais, disse que o marido “corre risco de morrer”. Ele voltou à Penitenciária Federal de Brasília em novembro de 2025, após passar quatro meses em prisão domiciliar por problemas de saúde. Uma foto da perícia divulgada à época mostrou o investigado em estado esquelético.
O empresário é investigado pela Polícia Federal. Ele é suspeito de ser intermediador de venda de decisões judiciais no Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, além do STJ. Andreson ficou oito meses no Presídio Federal de Brasília e, depois, cumpriu prisão domiciliar por quatro meses.
Ele acabou detido novamente em novembro de 2025 após os investigadores apontarem que ele continuou a cometer crime, especialmente lavagem de dinheiro.
Andreson deve ser solto ainda nesta sexta-feira (24/4), segundo a defesa feita pelos advogados Eugênio Pacelli, Luís Prata, Francisco Eslei, Gabriella Leonel e Maria Leticia.
