
Grande AngularColunas

PSB pede prisão de Wanderlei Barbosa, governador afastado do Tocantins
O PSB apontou que o governador afastado do Tocantins se encontrou com deputados que também são investigados
atualizado
Compartilhar notícia

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à Polícia Federal (PF) a prisão do governador afastado de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), nessa terça-feira (11/11).
Um dia após a solicitação do PSB, nesta quarta-feira (12/11), Wanderlei Barbosa foi alvo da Operação Nêmesis por suspeita de tentar obstruir e embaraçar as investigações. A Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins.
Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo, por decisão do STJ, no início de setembro, no âmbito da Operação Fames-19. Ele é suspeito de participar de esquema de desvio de recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. A primeira-dama de Tocantins, Karynne Sotero Campos, também foi afastada do cargo secretária extraordinária de Participações Sociais.
Nos documentos enviados ao STF, ao STJ e à PF, o PSB apontou que Wanderlei Barbosa tem se encontrado com parlamentares que também são investigados no mesmo caso. “Têm interesse direto e imediato no resultado do processo, pois a eventual condenação ou absolvição do governador pode influenciar decisivamente suas próprias situações jurídicas nos processos criminais”, disse.
Segundo o partido, o governador afastado e os deputados investigados nos fatos “estão exercendo influência indevida no processo de impeachment, em conluio que pode configurar não apenas vício administrativo, mas atos que podem comprometer a aplicação da lei penal”.
O governador afastado recebeu, em encontros recentes, os deputados Ivory de Lira (PCdoB), Léo Barbosa (Republicanos) e Cláudia Lelis (PV). Os três parlamentares também foram alvo da Operação Fames-19. Em publicação nas redes sociais, Cláudia chama Wanderlei Barbosa de “líder”.
“A proximidade e o contato direto entre os investigados, facilitados pela manutenção de seus cargos e funções de poder (especialmente na Mesa Diretora da Aleto), cria o risco iminente de combinação de versões, destruição de provas ou influência sobre testemunhas, violando a própria ratio decidendi que fundamentou o afastamento do governador pelo STJ”, argumentou o PSB.
O partido apontou que “a articulação política explícita entre coinvestigados, no exato momento em que os investigados-julgadores se preparam para analisar o processo do investigado-réu, pode configurar, em tese, delitos autônomos ou vícios graves capazes de comprometer a aplicação da lei penal, como eventual obstrução de justiça, combinação de versões ou, no mínimo, a utilização do foro político (impeachment) para garantir a impunidade mútua na esfera criminal”.




