Mirelle Pinheiro

Governador afastado do TO é alvo da PF por atrapalhar investigação

Ação apura suposto embaraço à investigação que mira desvio de recursos da pandemia

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida do Governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa Castro - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12/11), a Operação Nêmesis, com o objetivo de investigar tentativas de obstrução e embaraço às investigações da Operação Fames-19, que apura desvios de recursos públicos da pandemia de Covid-19 A coluna apurou que o governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) está entre os alvos da nova operação.

Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Suspeitas de destruição de provas

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que alguns investigados teriam utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse da investigação, prejudicando o andamento das apurações.

O objetivo da operação, de acordo com a PF, é interromper a destruição e ocultação de provas e ativos, além de coletar novos elementos sobre o envolvimento de autoridades e assessores no esquema.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Mauro Campbell, relator do caso no STJ, e as investigações tramitam sob sigilo.

Conexão com a Operação Fames-19

A Operação Nêmesis é um desdobramento da Fames-19, que levou ao afastamento de Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero Campos em 3 de setembro de 2025, por decisão do STJ.

Na época, a Corte Especial do tribunal manteve o afastamento do governador por 180 dias, sob suspeita de desvio de verbas públicas destinadas à compra de cestas básicas durante a pandemia.

As investigações apontam que parte dos recursos desviados pode ter sido aplicada na construção de uma pousada de luxo ligada à família do governador.

Esquema na pandemia

De acordo com a PF, os crimes investigados incluem fraude em licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O suposto esquema ocorreu entre 2020 e 2021, quando o então vice-governador Wanderlei Barbosa era responsável pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), pasta encarregada de administrar as verbas federais para assistência social durante a pandemia.

As contratações, segundo a investigação, teriam sido feitas de forma direta e sem critérios técnicos, com sobrepreço e favorecimento de empresas previamente escolhidas.

A PF também apura o papel da primeira-dama, Karynne Sotero, que teria intermediado contratações, organizado a documentação necessária e participado da divisão das vantagens.

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