Quem era o traficante fuzilado e confundido com a “Japinha do CV”
O homem, que tinha 22 anos, era da Bahia e respondia por porte ilegal de arma de fogo e roubo

Rio de Janeiro — O traficante que morreu com um tiro na cabeça durante a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) e acabou sendo confundido com a jovem apelidada de “Japinha do CV” era Ricardo Aquino dos Santos (foto em destaque).
A coluna apurou, com exclusividade, que o homem tinha 22 anos e era natural de Feira de Santana, município localizado na Bahia (BA).
Ricardo era procurado pela polícia e tinha dois mandados de prisão ativos em seu nome. Ele respondia por porte ilegal de arma de fogo e roubo.
Foto do corpo viralizou na web
Quando foi cercado pelos policiais que deflagravam a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, no último dia 28, Ricardo teria disparado contra os investigadores.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroNo confronto, ele acabou atingido por um tiro de fuzil, que dilacerou sua cabeça e dificultou o reconhecimento inicial do corpo.
A foto do cadáver viralizou na internet e passou a ser compartilhada com legendas que afirmavam que o corpo pertencia à jovem conhecida como “Japinha do CV”, cujo nome verdadeiro ainda não foi divulgado.
Mais da metade dos mortos eram de fora do estado
A identificação dos criminosos mortos na ação revelou que 95% deles tinham relação comprovada com o Comando Vermelho.
Dos identificados, 62 eram naturais de outros estados, 59 contavam com mandados de prisão pendentes e pelo menos 97 tinham relevante histórico criminal. Dos demais, 12 apresentam indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.
Segundo a PCERJ, os dados demonstram que ao menos 109 tinham relação direta com a facção.



















