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Mirelle Pinheiro

Saiba qual é a missão mortal dos soldados fantasmas do Comando Vermelho

A coluna apurou, com exclusividade, que a dupla não identificada, morta na megaoperação, não tinha documentos ou registros em órgão oficial

04/11/2025 11:01, atualizado 04/11/2025 13:11
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Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Megaoperação no Rio de Janeiro. Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro.

Informações da coluna, apuradas com exclusividade, revelam que o Comando Vermelho (CV) implementou mais um esquema criminoso com o objetivo de burlar os sistemas de segurança. A facção criminosa estaria utilizando “fantasmas” para evitar a identificação e o rastreamento de seus “soldados” por parte da polícia.

A estrutura montada pelos narcotraficantes consiste em recrutar pessoas sem registros formais, como de impressão digital, arcada dentária e DNA, especialmente em estados das regiões Norte e Nordeste do país.

Conforme levantado pelos investigadores, essas pessoas ficavam responsável por atuar na linha de frente das guerras, umas vez que, caso morressem, não seriam identificadas.

Até o momento, tudo indica que esse é o caso de dois suspeitos neutralizados na megaoperação. Dos 117 mortos, somente 115 foram identificados pelas equipes da Inteligência e das áreas técnicas da Polícia Civil.

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Megaoperação no Rio de Janeiro
Adolescentes mortos na megaoperação
Quatro policiais morreram
Policiais durante a ofensiva
Faccionados do CV zombam da polícia após megaoperação no RJ
Quatro policiais morreram
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Quatro policiais morreram

Material cedido ao Metrópoles
Megaoperação no Rio de Janeiro
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Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Adolescentes mortos na megaoperação
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Adolescentes mortos na megaoperação

Material cedido ao Metrópoles
Quatro policiais morreram
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Quatro policiais morreram

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Policiais durante a ofensiva
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Policiais durante a ofensiva

Reprodução/Instagram
Faccionados do CV zombam da polícia após megaoperação no RJ
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Faccionados do CV zombam da polícia após megaoperação no RJ

Reprodução / Redes sociais

Ficha criminal

Entre os mortos, estão pelo menos dois estupradores e homicidas — acusados, inclusive, de estupro coletivo e da morte de policiais —, além de diversos traficantes.

Do total de 117 mortos na operação, 59 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 97 apresentavam extenso histórico criminal. Segundo a Polícia Civil, 17 não ostentam histórico criminal, mas 12 desses apresentam indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.