Grande Angular

Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília

O ministro do STF Alexandre de Moraes é o relator do processo e votou para aceitar a denúncia da PGR contra o trio

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Imagem colorida do ministro Alexandre de Moraes - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do ministro Alexandre de Moraes - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornar réus os três homens apontados como responsáveis pela tentativa de atentado com bomba no Aeroporto de Brasília.

O caso ocorreu na véspera do Natal de 2022. O julgamento sobre o aceitamento da denúncia teve início nesta sexta-feira (12/12). Até o momento, apenas Moraes, relator do processo, votou.

O empresário George Washignton de Oliveira Sousa, Alan Diego dos Santos Rodrigues e o blogueiro e jornalista Wellington Macedo de Souza são os acusados. O trio já foi condenado pelo caso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Posteriormente, parte do processo que trata dos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo foi remetida ao STF.

No voto, Moraes afirmou que “são inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático, quanto aquelas que pretendam destruí-lo”.

O julgamento é virtual. Após o voto de Moraes, os outros ministros da Primeira Turma vão apresentar os respectivos posicionamentos. O prazo termina às 23h59 da próxima sexta-feira (19/12).

Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - destaque galeria
7 imagens
George Washington de Oliveira Sousa
Alan Diego dos Santos
Alan Rodrigues é suspeito de ser um dos responsáveis pela tentativa de atentado no Aeroporto de Brasília
O blogueiro Wellington Macedo de Souza
Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - imagem 6
George Washington foi preso e condenado por tentativa de explosão de ônibus no aeroporto de Brasília
1 de 7

George Washington foi preso e condenado por tentativa de explosão de ônibus no aeroporto de Brasília

Imagem cedida ao Metrópoles
George Washington de Oliveira Sousa
2 de 7

George Washington de Oliveira Sousa

Agência Senado
Alan Diego dos Santos
3 de 7

Alan Diego dos Santos

Reprodução/CLDF
Alan Rodrigues é suspeito de ser um dos responsáveis pela tentativa de atentado no Aeroporto de Brasília
4 de 7

Alan Rodrigues é suspeito de ser um dos responsáveis pela tentativa de atentado no Aeroporto de Brasília

Matheus Veloso/Metrópoles
O blogueiro Wellington Macedo de Souza
5 de 7

O blogueiro Wellington Macedo de Souza

Hugo Barreto/Metrópoles
Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - imagem 6
6 de 7

Hugo Barreto/Metrópoles
Wellington Macedo de Souza foi denunciado pelo Ministério Público por envolvimento no episódio da bomba no Aeroporto de Brasília
7 de 7

Wellington Macedo de Souza foi denunciado pelo Ministério Público por envolvimento no episódio da bomba no Aeroporto de Brasília

Reprodução

Denúncia da PGR

Na denúncia apresentada ao STF, a PGR afirmou que Wellington dirigiu o veículo por meio do qual o artefato explosivo foi levado ao aeroporto. Já Alan Diego confessou ter sido responsável pela colocação do artefato no caminhão que estava estacionado no local.

George, segundo a denúncia, “adquiriu R$ 60 mil em armamentos e explosivos” e “fez pesquisas na internet sobre explosivos, no YouTube e em plataforma de compras antes da data do atentado, além de ter acessado notícias sobre o fato”. A PGR considerou que ele “participou do planejamento do atentado”.

Relembre o caso

Na véspera do Natal de 2022, equipes da Polícia Militar (PMDF) e do Corpo de Bombeiros (CBMDF), com apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil (PCDF), se mobilizaram em área próxima ao Aeroporto de Brasília para desarmar uma bomba com potencial de provocar sérios danos ou “uma tragédia”, como definiu o diretor-geral da Polícia Civil do DF à época, Robson Cândido.

A bomba estava acoplada a um caminhão-tanque e só não foi acionada por um erro técnico. A polícia identificou e prendeu o suspeito de tentar explodir o artefato no mesmo dia.

O empresário que planejava atentado em Brasília foi identificado como George Washington Oliveira Sousa. Logo em seguida, os outros dois nomes foram apontados.

Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - destaque galeria
7 imagens
Artefato explosivo foi encontrado no Aeroporto de Brasília
Polícia atuou para desarmar explosivo achado próximo ao aeroporto
Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - imagem 4
Artefato localizado no aeroporto tinha relógio capaz de acionar a explosão
Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - imagem 6
Equipe do Esquadrão de Bombas
1 de 7

Equipe do Esquadrão de Bombas

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Artefato explosivo foi encontrado no Aeroporto de Brasília
2 de 7

Artefato explosivo foi encontrado no Aeroporto de Brasília

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Polícia atuou para desarmar explosivo achado próximo ao aeroporto
3 de 7

Polícia atuou para desarmar explosivo achado próximo ao aeroporto

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - imagem 4
4 de 7

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Artefato localizado no aeroporto tinha relógio capaz de acionar a explosão
5 de 7

Artefato localizado no aeroporto tinha relógio capaz de acionar a explosão

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Moraes vota para tornar réu trio que colocou bomba no Aeroporto de Brasília - imagem 6
6 de 7

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Se necessário, um robô dotado de sistema de câmeras poderia ser utilizado para desativar os artefatos explosivos
7 de 7

Se necessário, um robô dotado de sistema de câmeras poderia ser utilizado para desativar os artefatos explosivos

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Segundo a acusação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) no TJDFT, inconformados com a vitória de Lula nas eleições de 2022, Wellington Macedo de Souza, George Washington de Oliveira Souza e Alan Diego dos Santos Rodrigues arquitetaram para provocar o que chamavam de “comoção social” capaz de desencadear a decretação de estado de sítio e intervenção militar, o que, segundo o plano, tiraria o petista do poder.

Condenados no TJDFT, os três cumpriam a pena em regime aberto quando foram novamente presos a pedido do ministro Alexandre de Moraes.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?