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Gratificação faroeste: Moraes pede informações a Alerj e governo do RJ

PSol acionou o STF contra a lei que prevê bônus a policiais civis pela “neutralização de criminosos”, conhecida como “gratificação faroeste”

atualizado

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1 de 1 Ministro Alexandre de Moraes, do STF - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu 10 dias para que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e o governo local prestem informações sobre a lei que prevê a criação da “gratificação faroeste” para policiais civis do estado.

O caso foi levado à Suprema Corte pelo PSol, que questinou a constitucionalidade da norma.

“Diante da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica, determino que solicitem-se informações, a serem prestadas pelo governador e pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no prazo de 10 dias; em seguida, remetam-se os autos ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República, sucessivamente, no prazo de 5 dias, para a devida manifestação”, escreveu Moraes no despacho publicado na quinta-feira (29/1).

A norma chegou a ser vetada pelo governador Cláudio Castro (PL-RJ), mas, em dezembro de 2025, a Alerj derrubou o veto e promulgou a emenda ao projeto de reestruturação de cargos da Polícia Civil do Rio.

O texto institui pagamento de 10% a 150% do salário do servidor, “em caso de apreensão de armas de grande calibre e de uso restrito, em operações policiais, bem como em caso de neutralização de criminosos”.

Em janeiro deste ano, o PSol protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7921. O partido sustentou que a lei estadual resgata a chamada “gratificação faroeste”, vigente nos anos 1990 e associada ao aumento da mortalidade em operações policiais, sobretudo em favelas e periferias.

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No fim de 2023, a empresa de Jaimovick foi multada em R$ 80 milhões pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
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No fim de 2023, a empresa de Jaimovick foi multada em R$ 80 milhões pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

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O PSol argumentou que a norma inverte a finalidade constitucional da segurança pública, que é a preservação da ordem, ao deslocar a atuação policial para lógica ofensiva, transformando vidas humanas em variável de desempenho.

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