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Grande Angular

Flávio sugere aos EUA que Pix deve ficar fora de sistemas dos Brics

Pré-candidato ao Planalto defende compromisso para impedir integração do Pix a mecanismos financeiros fora da esfera ocidental

02/07/2026 17:04
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Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
Flavio Bolsonaro participa do debate com os candidatos a presidente do Brasil para a eleição de 2026 no evento da Confederação Nacional da Indústria CNI metropoles 1

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em ofício encaminhado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que o Brasil deveria assumir um compromisso legislativo para impedir que o Pix seja integrado a mecanismos internacionais de compensação financeira fora da esfera ocidental.

“O sinal decisivo seria um compromisso legislativo de que o Pix não será interconectado a mecanismos de compensação transfronteiriça não ocidentais”, escreveu o senador no documento apresentado ao órgão americano.

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
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Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Heather Diehl/Getty Images

A referência aparece em um capítulo dedicado aos serviços de pagamento eletrônico. Em outro anexo, o documento reúne uma cronologia de atos e declarações do governo Lula relacionados à desdolarização da economia e às iniciativas dos Brics para reduzir a dependência do dólar no comércio internacional.

O texto menciona os acordos firmados entre Brasil e China para liquidação de operações em moedas locais, a participação de instituições brasileiras no sistema chinês de pagamentos CIPS e discursos de Lula em defesa do uso de moedas dos Brics no comércio internacional. O documento define essas iniciativas como formas de reduzir a dependência do dólar e do sistema financeiro ocidental.

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Ao responder às críticas americanas ao sistema de pagamentos brasileiro, Flávio sustenta que o Pix não representa uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos e atribui sua criação ao governo Jair Bolsonaro.

Segundo o senador, “o Pix é uma das marcas da administração Jair Bolsonaro” e representa “um avanço tecnológico que transforma instrumentos de controle corporativo sobre a vida econômica dos indivíduos em puro poder empreendedor transformador”.

No documento, Flávio afirma que o sistema brasileiro não deve ser tratado como uma empresa concorrente das companhias americanas do setor financeiro.

“O Pix é uma infraestrutura pública soberana de pagamentos, e não uma empresa comercial concorrente”, escreveu.

O senador também argumenta que os volumes de cartões no Brasil continuaram crescendo após a implantação do Pix e afirma que a formalização de milhões de brasileiros ampliou o mercado consumidor para empresas americanas de comércio eletrônico, plataformas digitais e fintechs.

A manifestação sustenta ainda que uma eventual tarifa americana não produziria efeitos sobre o sistema de pagamentos brasileiro.

“Uma sanção ou tarifa é o remédio errado: ela não atinge a arquitetura do sistema de pagamentos e prejudica o investimento americano”, afirma o texto.

O documento foi apresentado por Flávio Bolsonaro no âmbito da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos sobre práticas brasileiras nas áreas de comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, corrupção, etanol e desmatamento.