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Eleições 2026Grande Angular

Ex-secretária da Saúde afastada por Dino será candidata a deputada

Ex-secretária foi afastada do cargo por decisão do ministro do STF em investigação sobre suspeitas de fraudes no Hospital Geral de Macapá

22/07/2026 10:00
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Ex-secretária municipal de Saúde de Macapá (AP) Erica Aranha de Sousa Aymoré

A ex-secretária municipal de Saúde de Macapá (AP) Erica Aranha de Sousa Aymoré, afastada do cargo por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi oficializada como candidata a deputada federal pelo Podemos no Amapá. Na eleição de outubro, ela disputará o cargo com o nome de urna Dra. Erica e o número 2000.

A candidatura consta na ata da convenção estadual do partido, protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa segunda-feira (20/7).

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Erica foi afastada em março de 2026, durante a Operação Paroxismo, da Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de fraudes em contratos para a construção do Hospital Geral de Macapá.

A investigação trata de possíveis crimes contra a administração pública, crimes licitatórios e lavagem de dinheiro envolvendo recursos de emendas parlamentares destinados ao município.

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Na decisão, Dino registrou que a então secretária de Saúde era a signatária do contrato firmado com a Santa Rita Engenharia Ltda., responsável pela construção do hospital.

O ministro também reproduziu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) segundo a qual Erica havia sido “inicialmente cogitada, pela Polícia Federal, como possível liderança da organização criminosa”.

Dino argumentou que a permanência da então secretária no cargo lhe garantiria acesso a documentos, sistemas e bases de dados relevantes para a investigação, criando ambiente propício à “supressão, manipulação ou ocultação de elementos probatórios”, além da possibilidade de reiteração das condutas investigadas.

Em maio de 2026, Flávio Dino prorrogou até o desaparecimento dos riscos cautelares o afastamento do vice-prefeito Mario Rocha de Matos Neto, da ex-secretária municipal de Saúde Erica Aranha de Sousa Aymoré e do então presidente da Comissão Especial de Licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva.

Entenda o caso

A Operação Paroxismo investiga suspeitas de irregularidades na licitação e na execução do contrato para a construção do Hospital Geral de Macapá, obra financiada com recursos federais provenientes de emendas parlamentares.

Segundo a decisão de Dino, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que o município recebeu R$ 128,9 milhões em transferências especiais entre 2020 e 2024 e apontou indícios de irregularidades em procedimentos licitatórios e na execução de contratos relacionados a esses recursos.

Em março, Dino determinou o afastamento cautelar do então prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), do vice-prefeito Mario Rocha de Matos Neto, da então secretária municipal de Saúde Erica Aranha de Sousa Aymoré e do presidente da Comissão Especial de Licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva.

Diante da consolidação da renúncia de Furlan, em maio o ministro prorrogou o afastamento do vice-prefeito, da ex-secretária de Saúde e do presidente da Comissão Especial de Licitação.

A decisão também manteve a proibição de que os investigados ingressem em prédios da Prefeitura de Macapá e acessem sistemas e bases de dados da administração municipal enquanto perdurarem as medidas cautelares.

Casal Furlan

A eleição de outubro também terá o casal Furlan entre os candidatos. Após renunciar à Prefeitura de Macapá, Dr. Furlan (PSD) oficializou a pré-candidatura ao Governo do Amapá e deve enfrentar o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil).

A mesma ata da convenção estadual do Podemos protocolada no TSE que oficializou Erica Aranha de Sousa Aymoré como candidata a deputada federal também homologou a ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan, como pré-candidata ao Senado pela legenda.