
Grande AngularColunas

Desembargadora que reclamou de “escravidão” dá bronca em colega. Veja vídeo
A desembargadora Eva do Amaral, do TJPA, se desentendeu com o desembargador Pedro Pinheiro durante o julgamento de um HC
atualizado
Compartilhar notícia

A desembargadora Eva do Amaral, que reclamou do corte de penduricalhos e disse que juízes entrariam para “o rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, voltou a causar polêmica ao se desentender com o desembargador Pedro Pinheiro. O caso ocorreu durante o julgamento de um habeas corpus na sessão da 12ª Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), na segunda-feira (27/4). Durante a discussão, a magistrada mandou o colega “prestar atenção”.
Amaral era relatora de um pedido de habeas corpus envolvendo um homem que estava preso por suposta associação com a facção criminosa Comando Vermelho.
A desembargadora votou pelo relaxamento da prisão por entender que os motivos que levaram o suspeito à detenção não eram suficientes para mantê-lo preso. Segundo o processo, o nome dele foi encontrado em um celular de uma pessoa ligada ao CV.
Após a magistrada votar, Pedro Pinheiro não entendeu se havia drogas envolvidas no caso. “Eu quero saber se ele entrou só por causa do nome dele. Havia droga no meio?”, questionou o desembargador.
Eva do Amaral perdeu a paciência e disse: “Eu já esclareci três vezes, doutor, que não tem droga no meio. É só prestar atenção”.
A desembargadora votou por conceder a liberdade ao réu. O debate sobre o caso durou mais alguns minutos. Ao final, a desembargadora Wánia Lúcia Silveira pediu vista.
