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“Deixa um vazio”, diz presidente do TJDFT após morte de desembargador

Maurício Miranda morreu em 4 de janeiro após passar três dias internado. Suspeita é de leptospirose

atualizado

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Mauricio Miranda
1 de 1 Mauricio Miranda - Foto: Rafaela Feliciano/Metrópoles

O presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Waldir Leôncio, lamentou a morte do desembargador Maurício Miranda. Durante a 1ª sessão ordinária do Pleno, nessa quarta-feira (7/1), Leôncio afirmou que a ausência do colega “deixa um vazio não apenas pela função que exerceu, mas pela qualidade humana que irradiava”.

“A morte nos impõe a dor da ausência, mas também nos convoca a memória”, completou Leôncio. O presidente do TJDFT afirmou que Maurício Miranda “construiu uma trajetória marcada pela simplicidade e dignidade a serviço do público”.

O magistrado faleceu em 4 de janeiro após passar três dias internado. A suspeita é que a morte tenha sido causada por leptospirose. O caso está em investigação pela Secretaria de Saúde do Estado de Goiás e pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. As pastas aguardam os resultados dos exames laboratoriais.

O presidente da Corte afirmou que o TJDFT fará uma sessão extraordinária em 27 de janeiro para homenagear Maurício Miranda.

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Desembargador Maurício Miranda morreu aos 60 anos
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Maurício Silva Miranda assume vaga de desembargador do TJDFT
Maurício Miranda ganhou notoriedade em júris
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Maurício Silva Miranda assume vaga de desembargador do TJDFT
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Morte repentina

O desembargador morreu na madrugada de domingo (4/12), em Goiânia (GO), por suspeita de leptospirose após ser internado no dia 1° de janeiro com fortes dores musculares e febre.

De acordo com o atestado de óbito, divulgado na tarde de domingo, Maurício Miranda faleceu à meia-noite, no Hospital Jacob Facuri, em Goiânia. A causa da morte foi insuficiência respiratória aguda, associada a pneumonia bacteriana não especificada e hepatite transinfecciosa.

“O quadro clínico apresentou rápida evolução, com febre intensa, dores nas pernas e suspeita inicial de dengue, posteriormente também sendo considerada a hipótese de leptospirose. Houve agravamento do estado de saúde, com evolução para insuficiência renal e hepática. Apesar das medidas terapêuticas adotadas, incluindo a realização de hemodiálise, o desembargador não resistiu e veio a óbito”, concluiu o boletim.

Quem era Maurício Miranda

Maurício Miranda tomou posse no cargo em janeiro de 2023. Antes, atuava como procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).

Nascido em Brasília (DF), em 1965, Maurício Miranda era filho de agricultores do estado de Goiás. Foi o primeiro da família a conquistar um diploma de ensino superior. Cursou simultaneamente Direito na Universidade de Brasília (UnB) e Economia no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). Era mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e atuou como professor de Direito Penal por mais de 15 anos em diversas instituições de ensino da capital.

Com longa carreira no MP, Maurício Miranda ganhou notoriedade quando atuou como promotor do triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, da esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva, no caso conhecido como Crime da 113 Sul.

Miranda também atuou como promotor no julgamento dos jovens que atearam fogo no indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos, enquanto ele dormia em uma parada de ônibus no DF. O desembargador trabalhou, como promotor, no caso do assassinato do jornalista Mário Eugênio e do homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola.

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