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Caso Maurício Miranda: saiba quais são os sintomas de leptospirose

Desembargador do TJDFT faleceu nesse domingo (4/12), em Goiânia (GO), com suspeita de leptospirose. Saiba quais são os sinais da doença

atualizado

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Reprodução/MPDFT
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1 de 1 maurício miranda (1) - Foto: Reprodução/MPDFT

O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maurício Silva Miranda morreu nesse domingo (4/1), em Goiânia (GO), por suspeita de leptospirose. Miranda foi internado no dia 1° de janeiro com dores musculares e febre e acabou tendo falência múltipla de órgãos.

A leptospirose é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais, principalmente ratos, que estão infectados com a bactéria leptospira. A contaminação acontece se a pele do paciente estiver lesionada ou no contato com mucosas. Outra opção é quando a pele íntegra fica imersa em água contaminada – o que pode acontecer durante enchentes, por exemplo. O risco de letalidade pode chegar a 40%.

“Podem existir situações em que o indivíduo não entrou em contato direto com a água da enchente, mas acaba desenvolvendo a infecção. Nas situações de catástrofes que envolvem inundações, a segurança dos alimentos é crítica, pois a contaminação pode ocorrer pelas condições inadequadas de armazenamento e pela proliferação de roedores no local”, explica a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sintomas da leptospirose

Os sintomas normalmente aparecem entre sete e 14 dias depois do contato com a bactéria e podem ser divididos em precoces e tardios. De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas da fase precoce são:

  • Febre
  • Falta de apetite
  • Dor muscular, principalmente na panturrilha
  • Dor de cabeça
  • Náuseas e vômitos

Também podem aparecer diarreia, dor nas articulações, vermelhidão ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular e tosse. Em casos raros, pode ser verificado aumento do fígado/baço, aumento dos linfonodos, exantema (erupção cutânea generalizada) e sufusão conjuntival (vermelhidão e inchaço da membrana do olho).

Cerca de 15% dos pacientes com leptospirose evoluem para quadros graves. A situação mais clássica é a síndrome de Weil, quando o indivíduo apresenta icterícia (pele com tom alaranjado intenso), insuficiência renal e hemorragia pulmonar.

“Os sintomas da leptospirose podem ser inespecíficos nos estágios iniciais, como febre, dor muscular e mal-estar, o que frequentemente leva a diagnósticos tardios. Nos casos graves, a doença pode evoluir para insuficiência renal, hemorragia pulmonar e até óbito. Diante disso, o acesso rápido ao diagnóstico e ao tratamento é essencial para reduzir a letalidade da infecção”, explica a farmacêutica Ana Paula Weinfurter Lima, coordenadora do Centro Universitário Internacional (Uninter).

O diagnóstico é feito a partir de coleta de sangue e o tratamento normalmente é iniciado com o uso de antibióticos.

“No caso da leptospirose, quanto antes o tratamento antibiótico for iniciado, melhor. Em quadros mais leves, o paciente pode receber a medicação em casa, por via oral. Nos casos graves, é preciso usar antibióticos endovenosos”, orienta Gouveia.

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