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Grande Angular

Celina determina auditoria externa nas folhas de pagamento do GDF

A governadora do DF, Celina Leão, determinou que a Secretaria de Economia contrate uma auditoria externa para apurar descontos nos salários

23/06/2026 09:35, atualizado 23/06/2026 10:11
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Fotos: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Celina Leão

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou que a Secretaria de Economia contrate uma empresa para realizar auditoria nas folhas de pagamento do GDF. A medida, segundo a governadora, visa apurar denúncias de possíveis irregularidades nos descontos de salários e benefícios dos servidores.

“O objetivo é ir atrás dos recursos retirados dos servidores e pensionistas do GDF. Determinei, ainda, que a PGDF busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos. O salário, as aposentadorias e as pensões dos servidores do GDF são sagrados”, anunciou Celina na manhã desta terça-feira (23/6) nas redes sociais.

A governadora ainda afirmou que irá abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) interno conduzido pela Secretaria de Economia.

A medida foi tomada dias após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizar a Operação Juros Zero, para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal. O caso foi revelado pela coluna Grande Angular.

Entre os alvos da operação, estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e outras associações ligadas ao caso.

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As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso
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As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso
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A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)
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A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)

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Entenda o caso

O banco digital PicPay, de propriedade dos irmãos Batista, da JBS, estaria fazendo descontos referentes a empréstimos consignados no salário de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF) de forma irregular, segundo inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).

Os valores seriam referentes ao serviço de antecipação de salário, ofertado ao funcionalismo público pelo PicPay a partir de um contrato assinado com a Secretaria de Economia do DF, em setembro de 2024.

O TCDF identificou que houve “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento: a amortização do serviço contratado com o PicPay.

Em 2024, os consignados totalizaram R$ 11,7 milhões. No ano seguinte, de janeiro a agosto, chegaram a R$ 70 milhões.

O PicPay descontou R$ 81,7 milhões em salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025, segundo relatório de inspeção da Corte de Contas, que determinou, em fevereiro, a suspensão de novos descontos diretamente em folha vinculados ao banco digital após identificar irregularidade envolvendo a aplicação de uma taxa sobre a antecipação salarial.

O PicPay é o único habilitado para realizar, desde 2024, desconto compulsório – feito em conta, de forma automática – na folha de pagamento do GDF. A operação é realizada diretamente pela BRB Serviços, subsidiária do Banco de Brasília (BRB).

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