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Grande Angular

Autor da PEC 6x1 prevê 450 votos e promulgação até 10 de julho.

Deputado do PT-MG afirma que proposta terá cerca de 450 votos favoráveis na votação prevista para esta quarta-feira (27/5)

27/05/2026 18:20, atualizado 27/05/2026 18:50
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
imagem colorida mostra deputado reginaldo lopes - Metrópoles

Autor da PEC que acaba com a escala 6×1, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou ao Metrópoles prever a promulgação da proposta até 10 de julho. Segundo o parlamentar, a PEC deverá reunir cerca de 450 votos favoráveis na votação prevista para esta quarta-feira (27/5) no plenário da Câmara, após a aprovação do parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA) na comissão especial.

“Esta matéria é de interesse do povo, do bem-estar da nossa gente”, afirmou o deputado. Reginaldo Lopes também disse ter “convicção da sensibilidade” do Senado para analisar a proposta dentro do cronograma defendido por ele.

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Hugo Motta, presidente da Câmara
Relator da PEC 6x1, Leo Prates (Republicanos)
Deputado Reginaldo Lopes, já foi líder do PT na Câmara dos Deputados
Lula diz que seguirá escala de Bolsonaro: "Trabalhar 1 dia, vadiar 4"
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Hugo Motta, presidente da Câmara
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Hugo Motta, presidente da Câmara

Reprodução/Youtube
Relator da PEC 6x1, Leo Prates (Republicanos)
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Relator da PEC 6x1, Leo Prates (Republicanos)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Deputado Reginaldo Lopes, já foi líder do PT na Câmara dos Deputados
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Deputado Reginaldo Lopes, já foi líder do PT na Câmara dos Deputados

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Para uma PEC ser aprovada, são necessários os votos favoráveis de 3/5 dos parlamentares em dois turnos de votação na Câmara e no Senado. Na Câmara, o quórum mínimo é de 342 dos 513 deputados. Após a aprovação nas duas Casas, o texto é promulgado pelo Congresso Nacional e passa a integrar a Constituição.

Pela proposta, 60 dias após a promulgação da PEC, o modelo de trabalho com apenas uma folga semanal passará a ser ilegal, entrando em vigor a escala 5×2. Nesse mesmo período, a jornada semanal será reduzida de 44 para 42 horas, sem redução salarial.

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O texto também prevê uma segunda etapa de redução da carga horária. Após 12 meses da promulgação da emenda constitucional, a jornada semanal cairá novamente, passando de 42 para 40 horas semanais, também sem diminuição de salários.

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Sobre a emenda apresentada pelo PL durante a tramitação na comissão especial, derrotada pelos deputados, que previa a adoção da escala 4×3, Reginaldo Lopes afirmou que a iniciativa representava “desespero” de parlamentares contrários à proposta. “Apresentei a PEC em 2019 e não tive apoio nenhum da ala bolsonarista”, declarou.

O deputado também citou a “sensibilidade” do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o “comprometimento histórico” do presidente Lula (PT), que, segundo ele, ajudou a construir unidade no Parlamento em torno da proposta.