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Após operação da PF, oposição pede criação da CPI do Master e BRB

Os deputados querem investigar “uso indevido de recursos públicos para socorrer instituição privada em crise de liquidez”

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PF cumpre mandados de busca e apreensão no BRB
1 de 1 PF cumpre mandados de busca e apreensão no BRB - Foto: Michael Melo/Metrópoles

Após a Polícia Federal deflagrar a Operação Compliance Zero e prender dirigentes do Banco Master, deputados distritais de oposição ao Governo do Distrito Federal (GDF) apresentaram requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com objetivo de investigar possíveis ilícios na tentativa de compra do Master pelo BRB.

O pedido de instalação da CPI foi assinado pelos deputados Fábio Felix (PSol), Chico Vigilante (PT), Dayse Amarílio (PSB), Gabriel Magno (PT), Max Maciel (PSol) e Ricardo Vale (PT). Paula Belmonte (Cidadania) apresentou outro requerimento com mesmo objetivo.

Os parlamentares do PT, PSol e PSB citam que o BRB anunciou a compra do Master, avaliada em R$ 2 bilhões, em março. O negócio foi barrado pelo Banco Central. Os deputados querem investigar “uso indevido de recursos públicos para socorrer instituição privada em crise de liquidez, caracterizando risco ao erário e violação aos princípios da administração pública”.

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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
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A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas

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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação

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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões
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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões

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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas

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De acordo com a decisão judicial que autorizou a Operação Compliance Zero, o Master se associou a uma sociedade de crédito com objetivo de inflar o patrimônio artificialmente por meio da aquisição de carteiras de créditos inexistentes e venda ao BRB.

Segundo as investigações, o BRB comprou carteiras de crédito que significavam 30% de todos os ativos, “circunstância que configura indício relevante de que a instituição pública buscou amparar o Banco Master em sua crise de liquidez”.

“Apura-se, ainda, as razões pelas quais o BRB desconsiderou irregularidades graves nas operações, inclusive situações em que o comprovante de depósito não correspondia ao valor da Célula de Crédito Bancário (CCB), quadro que se manteve mesmo após três meses de fiscalização”, cita trecho da decisão.

A fraude seria de R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal. O valor foi bloqueado em contas bancárias ligadas ao grupo do banqueiro Daniel Vorcaro.

Novo presidente

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), indicou o servidor da Caixa Econômica Federal Celso Eloi de Souza Cavalhero para assumir o cargo de presidente do BRB, após o afastamento judicial de Paulo Henrique.

“Diante da deliberação judicial de afastamento do presidente do BRB, e em decorrência da necessidade da manutenção da normalidade dos serviços, e do desencadeamento de apurações internas e da prestação dos devidos esclarecimentos às autoridades monetárias e fiscalizatórias, entendi por bem indicar o nome do servidor de carreira da Caixa Econômica Federal Celso Eloi que, no momento, exerce o cargo de superintendente da Caixa em Brasília”, disse Ibaneis ao Metrópoles.

Para assumir o cargo, o indicado precisa ser sabatinado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), conforme Lei Orgânica do DF.

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