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BRB buscou “amparar o Banco Master em crise de liquidez”, diz juiz

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou o afastamento do presidente do BRB Paulo Henrique Costa

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Prédio azul do BRB
1 de 1 Prédio azul do BRB - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, ao determinar o afastamento do presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou que o banco quis “amparar o Banco Master em sua crise de liquidez”.

“Investiga-se a atuação do BRB com relação a aquisição de carteiras de crédito que significavam 30% de todos os seus ativos, circunstância que configura indício relevante de que a instituição pública buscou amparar o Banco Master em sua crise de liquidez”, citou o magistrado.

A investigação demonstrou que “boa parte dos ativos da instituição eram de difícil valoração e baixa liquidez”. Apesar disso, a análise dos balanços apontou que o Master “emitiu quase R$ 2,3 bilhões em Letras Financeiras, quase a totalidade adquiridas por fundos geridos por entes públicos, notadamente regimes próprios de previdência, que adquiriram R$ 1,867 bilhão”.

Segundo o processo, as operações investigadas podem ter gerado um rombo de R$ 12 milhões, já que o Master teria adquirido carteiras de crédito inexistentes e as revendeu ao BRB.

O juiz ainda afirmou que o BRB “desconsiderou irregularidades graves nas operações, inclusive situações em que o comprovante de depósito não correspondia ao valor da Célula de Crédito Bancário (CCB), quadro que se manteve mesmo após três meses de fiscalização”.

A decisão afastou Paulo Henrique Costa da presidência do BRB por 60 dias. O governador Ibaneis Rocha (MDB) já anunciou que vai indicar Celso Eloi de Souza Cavalhero, servidor da Caixa Econômica Federal, para o cargo.

Investigações

Na manhã desta terça-feira (18/11), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva na Operação Compliance Zero, que investiga esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo o Banco Master.

O BRB tem negócios com o Master e chegou a anunciar a aquisição da instituição, em março de 2025, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.

Nesta terça-feira, a PF prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio Augusto Lima e o tesoureiro, Alberto Félix. A operação foi deflagrada um dia após o Master anunciar venda para a Fictor e investidores internacionais.

O Banco Central determinou a liquidez extrajudicial do Banco Master. ​A medida tem objetivo de interromper o funcionamento de uma instituição e promover sua retirada, de forma organizada, do sistema financeiro. É adotada quando ocorrer situação de insolvência irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade, entre outras hipóteses legais.

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