Fábia Oliveira

Pretinha, companheira de cão Orelha, morre após dias de internação

A cadelinha, que vivia com o parceiro na Praia Brava, em Florianópolis, foi hospitalizada no fim de janeiro e não resistiu aos problemas

atualizado

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1 de 1 Pretinha, companheira de cão Orelha, morre após dias de internação - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

Pretinha, a cadelinha que vivia com o Cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, morreu, na noite de segunda-feira (9/10). Ela estava internada desde o fim de janeiro e foi vítima de falência renal.

O estado de saúde dela foi agravado por conta de complicações causadas pela dirofilariose, doença mais conhecida como verme do coração. A informação foi confirmada, através de uma carta aberta, pelo empresário Bruno Ducatti, que estava cuidando da cadelinha.

“Gostaria imensamente de poder trazer boas notícias sobre a Pretinha, cadela comunitária e fiel companheira do Orelha, da Praia Brava que vinha recebendo tratamento veterinário desde janeiro deste ano. Infelizmente, não é o caso”, começou ele.

Mais detalhes

Na postagem, ele falou sobre o caso: “É com profundo pesar e o coração despedaçado que comunico que, em 09 de fevereiro, às 20:30, em Florianópolis (SC), Pretinha faleceu em decorrência de falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, apesar de todos os esforços médicos empregados para salvá-la”, contou.

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Pretinha, parceira do Cão Orelha, é clicada na praia
Pretinha, companheira de cão Orelha, morre após dias de internação
Pretinha era parceira do Cão Orelha
Cão Orelha
Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos as sanções do ECA
Pretinha, parceira do Cão Orelha, estava internada e não resistiu
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Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos as sanções do ECA
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Ela esteve na PCSC e com o prefeito de Florianópolis
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Cão Orelha recebeu homenagem nas redes sociais
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Hashtag é levantada por internautas após agressões ao cão Orelha
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E relatou: “Após os atos brutais que vitimaram o Orelha, Pretinha foi retirada das ruas e acolhida. Foi somente então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde — um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país“, disparou, antes de completar:

“Foram utilizados todos os recursos possíveis: internação intensiva, exames complexos, medicações de alto custo e acompanhamento contínuo. Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, garantiu.

A história dos cachorrinhos

Logo depois, Bruno Ducatti recordou o caso do Cão Orelha: “Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias expõem o que funciona quando há cuidado comunitário — e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem”, analisou.

O empresário, então, desabafou: “Não escondo minha profunda frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la. Estive em viagem internacional, mas investi toda a minha energia, recursos e envolvimento emocional nessa tentativa. Resta-me a certeza de que Pretinha não agonizou sozinha na rua”, lamentou.

Pedido de Justiça

Em seguida, ele falou sobre punições: “Reafirmo, de forma clara, meu desejo de Justiça no caso do Orelha e em todos os episódios de maus-tratos. A punição precisa ser severa e exemplar. A impunidade alimenta a crueldade”, opinou.

E comentou: “É urgente enfrentar o abandono animal. Animais comunitários não são “sem dono” — são animais sem políticas públicas eficazes. Castração é saúde pública, prevenção e responsabilidade”, pontuou.

Bruno Ducatti encerrou com uma declaração: “Por fim, deixo um apelo: amor sem responsabilidade também mata. Tratamento veterinário preventivo não é luxo. ‘O modo como uma nação trata seus animais é uma medida de sua civilização’ — David Strauss. Descanse em paz, minha Rainha. Abraça o Orelha por todos nós. Nos veremos algum dia”, encerrou.

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