
Fábia OliveiraColunas

Internautas “invadem” redes de MC Poze e Ryan SP após prisão pela PF
Os funkeiros foram zoados na web após a repercussão da ação da corporação contra uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro
atualizado
Compartilhar notícia

A notícia da prisão de Poze do Rodo e MC Ryan SP pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (15/4), ganhou as redes sociais e os cantores tiveram seus perfis “invadidos” por internautas, que tiraram sarro da situação.
No perfil de Ryan, os usuários detonaram: “Os caras cantam porra nenhuma e, do dia pra noite, estão ricos. Tá bom, acredito nisso”, debochou uma. “Bololô [uma das músicas do funkeiro] agora emagrece”, zoou outro. “Grande dia para quem recebeu uma visita do COT logo cedo”, escreveu um terceiro.
A conta de Poze também recebeu muitos comentários: “MC não é bandido, trabalha cantando e lavando. Agora não tem nem Vivi pra te visitar”, observou um, lembrando da ex-esposa do cantor. “Já pode pedir música no Fantástico”, pontuou outro, citando uma brincadeira no programa da TV Globo. “Vai visitar os amigos de novo”, postou um terceiro.
Nota da Polícia Federal
“A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/04), a Operação Narcofluxo com o objetivo de desarticular associação criminosa estruturada voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior.
A ação contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e decorre de desdobramentos de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.
As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema estruturado para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos, frequentemente associadas a atividades empresariais e artísticas. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre buscas e apreensões e prisões temporárias, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos/SP, em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
As investigações continuam e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Durante o cumprimento das medidas, já foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.
O nome da operação faz referência ao intenso fluxo financeiro identificado nas apurações, bem como à estrutura organizada do grupo investigado”.



















