
Fábia OliveiraColunas

PF detalha operação que prendeu Poze do Rodo e MC Ryan SP
A corporação divulgou uma nota sobre a ação contra uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, deflagrada nesta quarta-feira
atualizado
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As redes sociais amanheceram em polvorosa, nesta quarta-feira (15/4), após a prisão de Poze do Rodo e MC Ryan SP pela Polícia Federal, durante uma operação contra uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e movimentação ilícita de valores.
Com a repercussão do caso, a corporação emitiu uma nota à imprensa e detalhou a ação dos cerca de 900 policiais, que receberam o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Após a repercussão do caso, a defesa de um dos detidos se manifestou: “A Defesa de Marlon Brandon [nome de batismo de Poze] desconhece os autos ou teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, afirmou a nota, enviada à imprensa.
Leia a nota completa
“A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/04), a Operação Narcofluxo com o objetivo de desarticular associação criminosa estruturada voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior.
A ação contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e decorre de desdobramentos de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.
As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema estruturado para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos, frequentemente associadas a atividades empresariais e artísticas. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre buscas e apreensões e prisões temporárias, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos/SP, em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
As investigações continuam e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Durante o cumprimento das medidas, já foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.
O nome da operação faz referência ao intenso fluxo financeiro identificado nas apurações, bem como à estrutura organizada do grupo investigado“.













