
Fábia OliveiraColunas

Defesa de Poze do Rodo se manifesta após prisão do funkeiro
O MC foi levado pela Polícia Federal durante uma operação contra uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro
atualizado
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A quarta-feira (15/4) amanheceu agitada com a notícia da prisão de MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, durante uma operação da Polícia Federal contra uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e movimentação ilícita de valores.
Após a repercussão do caso, a defesa de um dos detidos se manifestou: “A Defesa de Marlon Brandon [nome de batismo de Poze] desconhece os autos ou teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, afirmou a nota, enviada à imprensa.
A prisão
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (15/4), os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo durante megaoperação que investiga esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.
A ação, batizada de Operação Narcofluxo, também tem como alvo o influenciador Chrys Dias e ocorre simultaneamente em diversos estados do país, com foco em São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo apurado, nas primeiras horas do dia, equipes da Polícia Federal cumpriram mandados na residência de Ryan. A operação mobilizou agentes em diferentes endereços ligados aos investigados.
A investigação
A prisão ocorre no contexto de investigação mais ampla que apura a movimentação de recursos de origem suspeita, incluindo operações financeiras de alto valor e circulação de dinheiro em espécie.
De acordo com a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos.
As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.
A ação da PF
Mais de 200 policiais federais participam da operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e são cumpridas em diversas unidades da Federação, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
Bloqueio de bens
Também foram determinadas medidas para bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro e preservar valores.
Durante o cumprimento das medidas, os agentes já apreenderam veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem aprofundar a investigação.
Os envolvidos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal não detalhou o papel específico de cada alvo, e o caso segue sob investigação.













