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Ex-presidente do instituto de MC Guimê tem prisão decretada por juíza
A coluna Fábia Oliveira descobriu que a Justiça determinou a prisão do ex-empresário de MC Guimê, Emerson da Silva Ramos; saiba mais
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu que a Justiça determinou a prisão do ex-empresário de MC Guimê, Emerson da Silva Ramos. Ele também respondia como presidente do instituto do cantor. A decisão foi assinada pela magistrada em 1º de maio.
O caso e a condenação
Emerson foi condenado pelos crimes de estelionato e corrupção ativa após usar a linha telefônica de um médico de forma fraudulenta. Ele teria realizado operações no nome da vítima através de uma identidade falsa. No momento de sua prisão, Emerson ofereceu R$ 2 mil a polícias para que o liberassem.
A condenação se deu em sentença datada de maio de 2021, após a juíza competente entender que a materialidade e a autoria dos crimes estavam comprovadas documentalmente e por meio do depoimentos das testemunhas.
Ordem de prisão
Em decisão de 1º/5, a juíza Ana Paula Mezher Mattar, da 2ª Vara Criminal de Osasco, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ordenou a expedição de mandado de prisão contra Emerson Ramos.
Após a sentença e o processamento dos recursos, o ex-empresário de Guimê cumprirá, em regime fechado, a pena de 4 anos, 3 meses e 21 dias de reclusão. A condenação já transitou em julgado, isto é, tornou-se imutável e não admite novos recursos. Emerson também deverá arcar com o pagamento de 26 dias-multa, que ainda será calculado.
O que diz a equipe de MC Guimê
Procurada pela coluna Fábia Oliveira, a assessoria de MC Guimê informou que Emerson não é mais empresário do cantor e nem presidente do Instituto Guimê há algum tempo. De acordo com a equipe, atualmente o empresário do artista é Dr. Rogerio de Oliveira Lourenço e a presidente da instituição é Maria José Pereira Serra.
O que diz a defesa de Emerson
A defesa de Emerson da Silva Ramos, ex-empresário de MC Guimê, se manifestou sobre a determinação da Justiça na sua prisão.
Em nota enviada à coluna, assinada pelo advogado Robson Cyrillo, foi informado que “a defesa aguarda julgamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, designado para o dia 09 de junho de 2026, no qual se discute a legalidade do mandado de prisão atualmente vigente”.
Ainda no texto, o advogado destacou que “a defesa confia que a controvérsia jurídica será analisada com a cautela e profundidade necessárias, reafirmando absoluto respeito às instituições e plena confiança no Poder Judiciário”.
Leia a nota na íntegra:
“A defesa de EMERSON DA SILVA RAMOS, em razão das informações divulgadas acerca da existência de Mandado de Prisão em aberto em seu desfavor, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
Inicialmente, destaca-se que o caso decorre de processo originado no ano de 2018, sendo que, neste momento, a
defesa aguarda julgamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, designado para o dia 09 de
junho de 2026, no qual se discute a legalidade do mandado de prisão atualmente vigente.
No writ constitucional impetrado, a defesa sustenta fundamentos jurídicos consistentes quanto à necessidade de revisão da medida constritiva, com observância do devido processo legal, da ampla defesa e das garantias constitucionais aplicáveis.
A defesa confia que a controvérsia jurídica será analisada com a cautela e profundidade necessárias, reafirmando
absoluto respeito às instituições e plena confiança no Poder Judiciário.
Por fim, a defesa manifesta expectativa de acolhimento da tese jurídica apresentada, com a consequente revogação do mandado de prisão, reafirmando sua confiança na Justiça”.









