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Vacina para gatos: entenda as diferenças e como escolher a opção ideal
Veterinária alerta para prevenção contra doenças infecciosas em gatos e explica a diferença entre as vacinas tríplice, quádrupla e quíntupla
atualizado
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Uma das grandes preocupações entre tutores é a vacinação dos animais de estimação. Especialmente nos centros urbanos, é importante prevenir doenças infecciosas nos gatos. Segundo a Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFel), no Brasil, a prevalência da leucemia viral felina (FeLV) pode atingir até 30% dos animais em grupos de risco — sendo uma das principais causas de óbito dos bichanos.
Ao levar os peludos ao veterinário, os tutores podem se deparar com nomes que parecem confusos: tríplice (V3), quádrupla (V4) e quíntupla (V5). Apesar de todas garantirem a proteção dos gatinhos, é preciso escolher a opção ideal de acordo com o estilo de vida e risco de exposição do pet.
Para orientar os responsáveis, a coluna É o Bicho! conversou com uma especialista.
Confira!
Tríplice felina
Kathia Soares, médica-veterinária, explica que a vacina tríplice protege contra a rinotraqueite (infecção do trato respiratório), a calicivirose (também uma condição respiratória) e a panleucopenia, que afeta o trato gastrointestinal, com sintomas como diarreia e vômitos.

Quadrupla felina
Segundo a especialista, além dos componentes incluídos na tríplice, a vacina quádrupla também previne a clamidiose, uma doença que afeta os olhos dos gatos, causando conjuntivite e secreção ocular.
“No Brasil, onde a pressão de infecção é alta, o protocolo personalizado não é um luxo, mas uma necessidade, tornando-se um pilar fundamental para favorecer uma vida mais longa e saudável”, salienta.

Quíntupla felina
Complementando a proteção oferecida pela quádrupla, a vacina quíntupla protege contra o vírus da leucemia felina (FeLV). Muito temida pelos tutores, a doença é altamente contagiosa e não tem cura.
De acordo com Kathia, em alguns casos, a infecção começa de forma silenciosa e, quando diagnosticada em estágio avançado, as chances de sobrevivência são baixas — devido ao comprometimento do sistema imunológico, anemias e tumores.

A vacinação para a FeLV deve ser realizada em todos os filhotes até um ano de idade e em adultos do grupo de risco, como aqueles que acessam à rua e convivem com outros gatos.
“Alguns responsáveis acreditam que por seus pets viverem em um apartamento são isentos de risco, mas conforme o consenso, todos devem ser vacinados”, alerta a profissional da MSD Saúde Animal.

Há uma vacina melhor?
Por último, Kathia reforça que não existe uma vacina superior à outra, mas sim uma estratégia adequada para cada fase de vida do felino. “O estilo de vida do gato pode mudar, e o protocolo vacinal deve ser revisado para acompanhar essa evolução e garantir uma vida longa e saudável”, conclui.








