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Família adota cachorro e ele desaparece por mais de um mês
Cachorro adotado foge no primeiro dia e fica 37 dias desaparecido até ser encontrado após grande mobilização de voluntários
atualizado
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O que era para ser o início de uma nova vida virou semanas de angústia. Uma família que acabava de adotar um cachorro de abrigo mal teve tempo de comemorar: poucas horas depois de chegar à nova casa, o animal escapou e desapareceu por mais de um mês.
O caso envolveu um cão chamado Zero, adotado por uma família no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. O animal, um Australian Cattle Dog de três anos, tinha acabado de sair de um abrigo quando conseguiu fugir e sumir em campos próximos à casa dos novos tutores.
A fuga que aconteceu em poucos segundos
Depois de finalizar a adoção, a tutora levou Zero para casa de carro junto com os outros cães da família. Tudo parecia tranquilo até o momento em que ela abriu o veículo na garagem.
Sem perceber, a guia que prendia o cachorro havia se soltado durante a viagem. Assim que a porta foi aberta, o animal saltou do carro e correu direto para um campo aberto nas proximidades da casa.

Em questão de segundos, o novo integrante da família simplesmente desapareceu.
Mais de um mês vivendo solto
O que se seguiu foi uma busca intensa que durou 37 dias. Moradores da região, voluntários e uma organização especializada em encontrar animais desaparecidos passaram semanas tentando localizar o cachorro.
Durante esse período, o animal foi visto algumas vezes vagando pela região rural, mas sempre fugia quando alguém tentava se aproximar.
Equipes usaram diferentes estratégias para capturá-lo com segurança:
- Armadilhas humanitárias
- Trilhas de cheiro
- Monitoramento em áreas onde ele era visto
- Ajuda de voluntários especializados em resgatar pets perdidos
A mobilização envolveu mais de uma dúzia de pessoas determinadas a trazer o cachorro de volta para casa.
Depois de semanas de tentativa, a estratégia funcionou: Zero entrou em uma armadilha segura montada pelos voluntários e finalmente pôde ser resgatado.
O reencontro com a família foi emocionante. O cachorro estava visivelmente mais magro — havia perdido cerca de 7 quilos durante o tempo em que ficou sozinho — mas estava vivo e relativamente saudável.

Veterinários também detectaram um leve sopro cardíaco causado pelo estresse da experiência, algo que os profissionais acreditam não deixar sequelas permanentes.
O medo que muitos cães resgatados sentem
Segundo os voluntários envolvidos no caso, fugas logo após adoções não são raras. Animais que passaram muito tempo em abrigos podem ficar assustados ao chegar a um ambiente totalmente novo.
No caso de Zero, a suspeita é que ele tenha entrado em “modo sobrevivência”, evitando contato humano por medo de ser levado de volta ao abrigo.
Hoje, já recuperado, o cachorro está se adaptando lentamente à nova rotina e convivendo com os outros animais da casa.
Para a família, o episódio virou uma história que mistura desespero, esperança e alívio — e um lembrete de que, às vezes, o caminho até o “lar definitivo” pode ser mais turbulento do que se imagina.
