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Guia da dieta do gato: o que você precisa saber sobre alimentação
Entenda quais alimentos são ideais para felinos, o que deve ser evitado e como garantir uma nutrição equilibrada
atualizado
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Se você está se perguntando “com que frequência devo alimentar meu gato?“, saiba que não está sozinho, principalmente se o seu pet mia constantemente pedindo comida. No início, pode ser complicado estabelecer uma rotina alimentar para gatos, já que diversos fatores podem influenciar os horários das refeições.
Em geral, a maioria dos gatos adultos pode desfrutar de duas refeições por dia, uma pela manhã e outra à noite. No entanto, filhotes e gatos idosos precisam comer com mais frequência, entre três e quatro pequenas refeições por dia.

Depois de determinar quantas vezes por dia você deve alimentar seu gato, é importante manter horários regulares para garantir a consistência. Isso ajuda a regular a digestão e o metabolismo do seu gato, reduz a ansiedade ao criar uma rotina e evita que ele coma em excesso.
A veterinária Bárbara Lopes explicou à coluna É o Bicho! que diferentemente dos cães, os gatos podem ter a ração deixada à vontade, desde que consigam se autorregular — ou seja, não comam tudo de uma vez e façam pequenas refeições ao longo do dia.
“Essa prática ajuda a evitar períodos longos de jejum, o que é muito importante, pois jejum prolongado (acima de 12h) pode levar ao desenvolvimento de lipidose hepática, uma doença grave e potencialmente fatal”, destaca. Por isso, segundo a profissional, se o seu gato ficar mais de um dia sem se alimentar, procure atendimento veterinário imediatamente.
Horário das refeições
Mais importante que o horário exato é manter uma rotina regular. “Caso o gato não consiga se autorregular, o ideal é oferecer as refeições pela manhã e à noite.”
“Para filhotes, pode-se incluir mais uma refeição ao meio do dia, garantindo energia constante durante o crescimento”, reforça a veterinária.
Como deixar a comida mais apetitosa
Bárbara sugere misturar ração seca com ração úmida até diariamente (sachê ou patê), o que aumenta a palatabilidade e estimula a ingestão de líquidos — algo essencial para prevenir problemas renais no futuro.

“A ração úmida também pode ser oferecida levemente aquecida, realçando o aroma. Se optar por alimentação natural, ela deve ser formulada e suplementada por um médico-veterinário nutrólogo, pois ingredientes comuns como cebola e alho são tóxicos para gatos”, comenta.
Além disso, a veterinária recomenda sempre escolher rações de qualidade, tanto úmidas quanto secas, para garantir uma nutrição completa e equilibrada ao seu gato.
O número de refeições que um gato deve fazer diariamente depende de vários fatores:
• Idade: gatinhos filhotes, por exemplo, precisam de refeições mais frequentes do que gatos adultos ou idosos.
• Tipo de alimentação: a ração seca requer porções menores, porém mais frequentes, enquanto a ração úmida pode ser distribuída em menos refeições por dia .
• Estilo de vida: gatos domésticos ou castrados, que são menos ativos, podem precisar de menos calorias do que gatos que vivem ao ar livre e caçam.
• Estado de saúde: este é certamente um fator decisivo, pois gatos com problemas de saúde ou necessidades nutricionais específicas podem exigir planos alimentares específicos prescritos pelo veterinário e, portanto, seguir uma dieta muito rigorosa.








