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Como adaptar a alimentação em cada fase dos pets, segundo veterinária
Ofertar a alimentação correta em cada fase da vida dos pets faz toda diferença na saúde e longevidade. Veterinária explica como adaptar
atualizado
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Assim como os seres humanos, os pets não têm as mesmas necessidades físicas e comportamentais ao longo da vida. Quando se trata de alimentação, é preciso considerar principalmente o gasto energético de cada idade. Cães e gatos adultos, por exemplo, possuem metabolismo mais lento, o que exige adaptações nutricionais para manter o bem-estar geral.
Apesar das diferenças na disposição e na forma como o corpo responde aos cuidados, muitos tutores mantêm os mesmos hábitos alimentares de quando o pet era mais jovem. Aos poucos, esse comportamento pode prejudicar a saúde e a qualidade de vida do animal.
Em entrevista ao Metrópoles, a médica-veterinária Yeda Markowitsch comenta que rever a alimentação é um dos primeiros ajustes que deveriam acontecer com o passar do tempo. “A alimentação deve acompanhar as transformações. Adequar o que o pet consome de acordo com idade, porte e nível de atividade reduz riscos à saúde ao longo dos anos.”
Como identificar as mudanças
De acordo com a especialista, cada fase possui necessidades diferentes, e o animal costuma dar os primeiros sinais. Quando filhotes, cães e gatos precisam de uma alimentação que acompanhe a alta demanda de energia e nutrientes — já que a dieta tem total influência sobre o crescimento, desenvolvimento muscular e sistema imunológico.

“Esse é o momento em que o animal constrói a base da saúde que vai carregar pelo resto da vida. Uma alimentação inadequada pode comprometer o desenvolvimento e trazer consequências permanentes”, explica.
Já na vida adulta, o foco é manutenção. “Uma dieta correta nessa fase é fundamental para evitar obesidade, problemas metabólicos e sobrecarga nas articulações. Porte, nível de atividade física, rotina e até o ambiente em que o pet vive precisam ser considerados.”
Terceira idade exige mais cuidados
Para a fase idosa, Yeda alerta que adaptações são necessárias. Com o metabolismo desacelerado, órgãos do sistema digestivo passam a exigir mais atenção. Segundo a veterinária, de forma geral, a terceira idade começa por volta dos 7 anos nos pets. “A nutrição deve priorizar nutrientes de fácil absorção, controle calórico e suporte às articulações e às funções cognitivas.”

“Dietas com menos gordura, mais fibras e nutrientes equilibrados tendem a trazer benefícios nessa fase, e a alimentação natural pode ser uma aliada por ser mais palatável, facilitar a mastigação e contribuir para a digestão”, orienta.
Por último, a profissional da Pet Delícia acrescenta que nutrientes como ômega 3 e 6, proteínas magras, fibras naturais e vitaminas A, E e C são indispensáveis na rotina alimentar de um peludo idoso. “Alimentar um pet envolve compreender o que o organismo precisa em cada fase da vida”, conclui.










