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Tutores idosos enfrentam mais emergências veterinárias, diz pesquisa
Pesquisa indica que tutores idosos recorrem mais ao pronto-socorro veterinário. Dado escancara falta de apoio diante as limitações da idade
atualizado
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Com a chegada da velhice, pequenos hábitos e responsabilidades do cotidiano podem se tornar mais complexas — especialmente sem rede de apoio. Uma dessas dificuldades é o cuidado com os pets. Segundo uma nova pesquisa, tutores idosos são os que mais recorrem ao pronto-socorro veterinário.
O que diz a pesquisa
Realizado pela WeVets, o levantamento demonstrou que, no caso de donos mais jovens, o fluxo de idas ao veterinário costuma ser preventivo e programado. No entanto, esses dados não estão associados à falta de cuidados com os pets. Na verdade, por serem idosos, essas pessoas enfrentam mais barreiras para acessar o sistema de saúde veterinária.
Algumas dos obstáculos envolvem dificuldade de locomoção, dependência de terceiros para transporte e limitações no uso de canais digitais para agendamento. Por conta disso, cães e gatos acabam evoluindo para quadros de urgência, já que não recebem acompanhamento preventivo.

Não é sobre falta de amor e cuidado
Gustavo Gonçalves, médico-veterinário, explica que o dado escancara um problema que não tem a ver com a ausência de vínculo. “Quando o acesso é mais difícil, o tutor chega mais tarde e isso muda completamente o tipo de atendimento necessário.”

Além disso, o especialista menciona que os números reforçam a importância de modelos de cuidado contínuo, com múltiplas portas de entrada e suporte além do atendimento emergencial.
Segundo ele, devido a complexidade e concentração de urgências, também há maior demanda de recursos assistenciais e operacionais.
“Pensar em saúde veterinária passa também por pensar em acesso, usabilidade e acompanhamento ao longo do tempo. À medida que os tutores envelhecem, o sistema precisa estar preparado para cuidar antes que a urgência se imponha”, conclui.










