Cães e gatos: 15% da população de rua no DF tem ao menos um pet

Segundo IPEDF, mais de 500 animais, como cachorro, gato e cavalo, estão sob responsabilidade de moradores em situação de rua

atualizado

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Agência Brasília
cachorros para adoçao 7
1 de 1 cachorros para adoçao 7 - Foto: Agência Brasília

Um novo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) mostra que aproximadamente 15% da população em situação de rua da capital vive com animais de estimação.

A pesquisa é referente ao 2° Censo Distrital da População em Situação de Rua.

O estudo teve por objetivo realizar a contagem e a caracterização do perfil das pessoas em situação de rua localizadas nos espaços da rua, nos serviços de acolhimento institucional e nas comunidades terapêuticas do DF.

Dentre os 3.521 moradores identificados pelo estudo, 49,7% (1.751 pessoas) responderam ao questionário censitário-contagem das pessoas em situação de rua e identificação das suas principais características sociodemográficas.

Segundo os dados do censo, 14,9% das pessoas que responderam ao questionário afirmaram ter, pelo menos, um animal sob cuidado.  Ao todo, 572 animais estavam sob tutoria dos moradores entrevistados – 90,7% eram cachorros, 8,9% eram gatos e 0,3% cavalos.

Para aqueles que possuíam cachorros ou gatos, foi questionado também a imunidade dos animais contra a raiva. Dentro do percentual de cada animal, 46,1% dos cachorros eram e apenas 27,5% dos gatos eram vacinados com a antirrábica.

Além disso, 49,8% dos respondentes relataram que ter um animal de estimação não trouxe dificuldades para acessar serviços ou lugares. Contudo, outros moradores constataram que a presença do animal dificulta acessos em locais como:

  • Estabelecimentos (16,9%);
  • Restaurante comunitário (13%);
  • Unidade Básica de Saúde (8,8%);
  • Centro Pop (8,8%);
  • Serviços de acolhimento (7,7%);
  • Centro de Referência de Assistência Social (6,9%).

Outros dados

Comparada ao último censo realizado em 2022, o número de pessoas em situação de rua aumentou em 19,8%. No 1° censo a população era de 2.938 pessoas, já no 2° foi identificado 3.521 moradores. Entretanto, o número de crianças encontradas reduziu em 50,4% – eram 244 e agora são 121.

Com relação à idade, mais da metade da população em situação de rua encontra-se na faixa etária de 31 a 49 anos (51,3%). A segunda maior parcela se encontra na faixa etária de 18 a 30 anos (20%), seguida de 15,5% na faixa etária de 50 a 59 anos.

Quanto às regiões administrativas do DF onde os moradores mais se concentram, o Plano Piloto lidera com a maior quantidade com 897 pessoas (25,5%). Em seguida, aparecem as regiões de Ceilândia, com 719 pessoas (20,4%), Taguatinga, com 307 pessoas (8,7%), e São Sebastião, com 255 pessoas (7,2%).

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