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Seu cachorro fugiu? Veterinário explica como agir nessa situação
Buscar nos arredores, divulgar nas redes e levar ao veterinário após o reencontro são medidas essenciais para quando o cachorro foge
atualizado
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Perder um cachorro é uma situação que tira o sossego de qualquer tutor. O medo do que pode acontecer e a incerteza sobre onde procurar podem causar desespero, mas agir rápido é essencial para aumentar as chances de reencontro.
O veterinário Guilherme Maia explica quais medidas devem ser tomadas imediatamente e quais cuidados o tutor precisa ter quando o pet volta para casa.
Primeiras horas são decisivas
De acordo com Guilherme, o primeiro passo é agir com rapidez. “Quando o tutor notar que o cachorro desapareceu, as primeiras medidas devem ser procurar nos arredores de onde mora e perguntar para pessoas que vivem perto se viram o pet”, orienta.
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Caso as buscas iniciais não tenham sucesso, o ideal é iniciar uma divulgação com o máximo de informações possível. O veterinário recomenda que se use fotos recentes, endereço de onde ele desapareceu, comportamento, nome do cão e do tutor, além de um telefone para contato.
“Essa divulgação pode ser feita por panfletos, redes sociais, grupos de WhatsApp e até mesmo pedir para clínicas divulgarem. Em alguns casos, para incentivar, coloca-se recompensa para quem achar o animal”, diz.
Além disso, é importante verificar abrigos, ONGs e clínicas veterinárias da região. Muitos animais encontrados na rua acabam sendo levados para esses locais por pessoas que tentam ajudar.
Cuidados após o reencontro
Quando o cachorro finalmente volta para casa, o alívio não dispensa os cuidados. O especialista alerta que o período na rua pode trazer sérios riscos à saúde do animal.

“Durante o período que o animal está desaparecido, ele fica exposto a vários perigos: atropelamentos, brigas com outros animais, pessoas mal-intencionadas, ingestão de corpos estranhos e comidas estragadas”, explica. E mais: o contato com patógenos e parasitas aumenta o risco de doenças infecciosas.
Por isso, ele reforça que o primeiro destino do reencontro deve ser a clínica. “Ao reencontrar o cachorro, o tutor deve levá-lo para a clínica veterinária mais próxima para a realização de consulta e exames, para ter certeza que o paciente não voltou com nenhuma alteração.”
Guilherme ainda destaca a importância de observar o animal nos dias seguintes. “Vários problemas podem se manifestar após um período, pois determinadas doenças infecciosas levam tempo para aparecer”, completa.
Identificação faz toda a diferença
Um dos principais fatores que facilitam o reencontro é o cachorro estar identificado.
“Com plaquinhas na coleira, quem achar o animal na rua tem o contato do tutor para ligar. Já com o microchip, quem encontrar pode levar em uma clínica veterinária para realizar a leitura e obter as informações”, explica o profissional.

A combinação da plaquinha e do microchip aumenta muito as chances de o cachorro ser devolvido rapidamente, especialmente se o tutor mantiver os dados atualizados.
Prevenção e comportamento pós-trauma
Mesmo após o retorno, alguns cães podem apresentar mudanças de comportamento. “Eles podem apresentar medo, agressividade ou apatia, dependendo do que vivenciaram no período em que estiveram perdidos”, afirma.
O ideal é observar o comportamento e buscar ajuda profissional se o animal demonstrar sinais de estresse ou ansiedade.
Para evitar novos desaparecimentos, a prevenção é fundamental. No caso dos cães, é importante redobrar o cuidado ao abrir portões e portas.

“Todos os pets que vivem em domicílio devem ter acesso à rua acompanhados do tutor. Isso evita muitas doenças e problemas”, salienta o veterinário.
O reencontro com um animal perdido é sempre uma mistura de emoção e alívio. Porém, o cuidado após o retorno é o que vai garantir que o susto não se repita e que o cachorro volte a viver com segurança ao lado da família.








