
Pets na Copa: gritos, TV alta e alimentos populares oferecem riscos
Apesar de ser uma época de comemoração, fatores como barulho excessivo e petiscos populares podem acabar estragando a festa dos pets

Barulho excessivo, alimentos populares e acessórios apertados podem colocar cães e gatos em risco durante as comemorações da Copa do Mundo de 2026. Com reuniões, festas e muita movimentação durante os jogos, tutores precisam adotar alguns cuidados para garantir o bem-estar e a segurança dos pets.
Pensando nisso, o Metrópoles conversou com uma veterinária para ajudar quem não quer deixar o amigo de quatro patas de fora da festa.
Confira!
Cuidado com os ruídos
Mariana Silva, médica-veterinária, explica que ruídos da televisão, fogos de artifício, gritos e buzinas são os principais riscos para caninos e bichanos. Para protegê-los nesse sentido, é recomendado criar um ambiente seguro, em um cômodo com portas e janelas fechadas.
“Nele, é importante disponibilizar objetos familiares (caminha, brinquedos e até uma peça de roupa do tutor) e utilizar um som de fundo no local, como uma música tranquila ou um canal de TV”, complementa.

Alimentos: perigo disfarçado
Ainda que os donos tenham cuidado em não oferecer alimentos proibidos, outras pessoas que visitam a casa podem tanto ofertá-los quanto, sem querer, deixá-los disponíveis.
Veja algumas das comidas permitidas, ou não, segundo a especialista da Boehringer Ingelheim:
- Gol de placa (liberado): petiscos próprios para pets, pequenos pedaços de carne ou frango (cozidos e sem tempero), legumes pequenos e cortados, como cenouras e pequenos pedaços de fruta sem caroço, como maçã, banana e pera.
- Bola fora (proibido): alimentos gordurosos ou condimentados, doces, bebidas alcoólicas, chocolates, uvas, cebola e alho.

Roupinhas e acessórios
Nessa época, muitas pessoas decidem enfeitar os animais de estimação com roupas e acessórios que levam as cores da seleção brasileira. Mariana, no entanto, reforça que alguns cuidados devem ser adotados. “Itens que apertam ou limitam o movimento devem ser evitados. Pequenos acessórios também, visto que o pet pode acabar ingerindo.”
Por último, ela destaca que a observação do comportamento é essencial — e, em caso de persistência, a ida ao veterinário é recomendada. “Os sinais de alerta são tremores e respiração ofegante, vocalização intensa, isolamento ou agressividade, alterações de apetite, além de urinar e defecar em locais inadequados”, conclui.












