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4 dicas para equilibrar trabalho, viagens e saúde do seu pet
Com dias cada vez mais corridos, tutores enfrentam dificuldades de equilibrar rotina e qualidade de vida do pet. Confira dicas de uma expert
atualizado
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Com a correria do dia a dia, muitos tutores enfrentam um dilema comum: equilibrar os impactos da rotina na qualidade de vida dos pets. Segundo um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), os principais gatilhos envolvem solidão e alterações de ambiente.
Por conta disso, cada vez mais pessoas buscam formas de trabalhar ansiedade de separação, socialização e saúde de seus amigos de quatro patas.
Beatriz França, especialista em comportamento animal, revela que o maior erro é acreditar que os pets se adaptam automaticamente às mudanças. “Comportamentos considerados ‘birra’ são respostas ao excesso de solidão, falta de previsibilidade e acúmulo de energia. Eles precisam de estabilidade, estímulos e segurança para lidar com uma rotina intensa.”
De acordo com ela, alguns sinais de sofrimento e condições emocionais incluem: destruição de objetos, latidos excessivos, apatia, alterações no sono e hiperatividade.
Como equilibrar?
A fim de ajudar os tutores a equilibrar trabalho, viagens e qualidade de vida dos pets — sem comprometer o bem-estar deles —, Beatriz compartilhou algumas orientações práticas.
Confira:

Mantenha a rotina previsível mesmo nos dias corridos
Horários relativamente consistentes para alimentação, passeios, descanso e interação ajudam a reduzir ansiedade e insegurança.
Não transforme o passeio em uma obrigação
O animal precisa explorar o ambiente, farejar, observar estímulos e interagir. Passeios curtos, mas de qualidade, costumam ser mais eficientes do que saídas longas feitas de forma automática e apressada.
Prepare o emocional antes de viagens ou mudanças de rotina
Um dos maiores erros é deixar o animal sozinho por longos períodos ou levá-lo para hospedagens sem nenhum preparo prévio. O ideal é que ele conheça o ambiente antes, faça adaptações gradativas e associe aquele espaço a experiências positivas.
Qualidade de vida não substitui presença
Alguns minutos de atenção real, brincadeiras ou carinho ajudam o animal a se sentir seguro e emocionalmente conectado ao tutor.

“O animal não precisa que o tutor esteja disponível o tempo inteiro, mas precisa sentir estabilidade, previsibilidade e vínculo. Quando isso existe, ele consegue lidar muito melhor com ausências, viagens e mudanças de rotina. O problema não é trabalhar ou viajar, e sim quando o animal vive sem preparo emocional e sem qualidade nas interações”, conclui a profissional da Creche Escola BFA.









