Parasitas em casa: veterinária alerta para riscos em pets
Pulgas e carrapatos pegam "carona" com humanos e invadem os lares, exigindo prevenção contínua até para animais de apartamento

Muitos tutores de felinos que vivem exclusivamente em apartamentos ou de cães que fazem apenas saídas rápidas acreditam que esses animais estão livres de ameaças. No entanto, cães e gatos caseiros continuam expostos a infestações de pulgas e carrapatos.
De acordo com a médica-veterinária Kathia Soares, esses parasitas entram nas residências pegando “carona” nas roupas, sapatos e bolsas dos próprios humanos após caminhadas por calçadas ou áreas comuns de condomínios. Por isso, manter a prevenção contínua é indispensável.
Entenda
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A regra dos 5%: quando o tutor avista uma pulga no corpo do pet, ele está presenciando somente 5% do problema real, que representa a fase adulta do parasita.
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Invasão invisível: os outros 95% do foco da infestação ficam distribuídos e escondidos no ambiente doméstico sob a forma de ovos, larvas e pupas.
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Criadouro doméstico: frestas de pisos, tapetes e vãos de sofás servem de abrigo para os parasitas, que encontram na temperatura estável de dentro de casa o clima ideal para se reproduzir.
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Potencial de reprodução: uma única pulga consegue botar cerca de 50 ovos por dia, enquanto os carrapatos são capazes de realizar uma postura de aproximadamente 4 mil ovos.
O ciclo reprodutivo desses invasores se torna ainda mais eficiente em ambientes internos. Enquanto os ovos da pulga levam cerca de seis semanas para atingir a fase adulta, o ciclo dos carrapatos varia de 60 a 90 dias. Sem uma proteção que quebre esse desenvolvimento, a residência vira um reservatório de reinfestação constante.
Muitos tutores falham ao tentar controlar o problema com métodos de curto prazo ou soluções pontuais quando notam os parasitas. “Sem uma ação prolongada, o ciclo não é interrompido. Enquanto o produto perde o efeito em poucos dias, novas pulgas ou carrapatos continuam nascendo semanas depois. Isso cria um ciclo contínuo de reinfestação”, alerta Kathia Soares, coordenadora técnica da MSD Saúde Animal.
A veterinária reforça que receitas caseiras com vinagre ou óleos essenciais não funcionam e oferecem perigo. “Essas substâncias não têm eficácia comprovada contra pulgas e carrapatos e podem causar alergias e intoxicações severas, especialmente em gatos, que são mais sensíveis a odores e substâncias químicas”, pontua.
Dicas práticas para blindar o lar
Para auxiliar no cuidado diário, a especialista listou orientações de higiene e prevenção para os tutores:
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Higiene ao chegar da rua: limpar os calçados e evitar andar com eles onde o pet costuma ficar diminui a entrada de parasitas no ambiente.
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Limpeza do ambiente: aspirar e higienizar sofás, tapetes e frestas ajuda no controle dos focos invisíveis.
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Atenção às visitas: animais visitantes podem transportar parasitas, tornando necessária a proteção constante do pet morador.
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Cuidados em áreas comuns: elevadores, jardins compartilhados e áreas abertas de condomínios geram exposição mesmo em acessos rápidos.
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Proteção o ano todo: como os ambientes internos favorecem os parasitas em todas as estações, o cuidado não deve ser interrompido no inverno.






















