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É o bicho!

Parasitas em casa: veterinária alerta para riscos em pets

Pulgas e carrapatos pegam "carona" com humanos e invadem os lares, exigindo prevenção contínua até para animais de apartamento

Repórter de É o bicho!14/06/2026 13:38
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Imagem colorida mostra gato e cachorro - Metrópoles

Muitos tutores de felinos que vivem exclusivamente em apartamentos ou de cães que fazem apenas saídas rápidas acreditam que esses animais estão livres de ameaças. No entanto, cães e gatos caseiros continuam expostos a infestações de pulgas e carrapatos.

De acordo com a médica-veterinária Kathia Soares, esses parasitas entram nas residências pegando “carona” nas roupas, sapatos e bolsas dos próprios humanos após caminhadas por calçadas ou áreas comuns de condomínios. Por isso, manter a prevenção contínua é indispensável.

Entenda

  • A regra dos 5%: quando o tutor avista uma pulga no corpo do pet, ele está presenciando somente 5% do problema real, que representa a fase adulta do parasita.

  • Invasão invisível: os outros 95% do foco da infestação ficam distribuídos e escondidos no ambiente doméstico sob a forma de ovos, larvas e pupas.

  • Criadouro doméstico: frestas de pisos, tapetes e vãos de sofás servem de abrigo para os parasitas, que encontram na temperatura estável de dentro de casa o clima ideal para se reproduzir.

  • Potencial de reprodução: uma única pulga consegue botar cerca de 50 ovos por dia, enquanto os carrapatos são capazes de realizar uma postura de aproximadamente 4 mil ovos.

O ciclo reprodutivo desses invasores se torna ainda mais eficiente em ambientes internos. Enquanto os ovos da pulga levam cerca de seis semanas para atingir a fase adulta, o ciclo dos carrapatos varia de 60 a 90 dias. Sem uma proteção que quebre esse desenvolvimento, a residência vira um reservatório de reinfestação constante.

Parasitas em casa: veterinária alerta para riscos em pets - destaque galeria
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Muitos tutores falham ao tentar controlar o problema com métodos de curto prazo ou soluções pontuais quando notam os parasitas. “Sem uma ação prolongada, o ciclo não é interrompido. Enquanto o produto perde o efeito em poucos dias, novas pulgas ou carrapatos continuam nascendo semanas depois. Isso cria um ciclo contínuo de reinfestação”, alerta Kathia Soares, coordenadora técnica da MSD Saúde Animal.

A veterinária reforça que receitas caseiras com vinagre ou óleos essenciais não funcionam e oferecem perigo. “Essas substâncias não têm eficácia comprovada contra pulgas e carrapatos e podem causar alergias e intoxicações severas, especialmente em gatos, que são mais sensíveis a odores e substâncias químicas”, pontua.

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Dicas práticas para blindar o lar

Para auxiliar no cuidado diário, a especialista listou orientações de higiene e prevenção para os tutores:

  • Higiene ao chegar da rua: limpar os calçados e evitar andar com eles onde o pet costuma ficar diminui a entrada de parasitas no ambiente.

  • Limpeza do ambiente: aspirar e higienizar sofás, tapetes e frestas ajuda no controle dos focos invisíveis.

  • Atenção às visitas: animais visitantes podem transportar parasitas, tornando necessária a proteção constante do pet morador.

  • Cuidados em áreas comuns: elevadores, jardins compartilhados e áreas abertas de condomínios geram exposição mesmo em acessos rápidos.

  • Proteção o ano todo: como os ambientes internos favorecem os parasitas em todas as estações, o cuidado não deve ser interrompido no inverno.