Petiscos e caixa de transporte facilitam ida do pet ao veterinário
Deixar a caixa de transporte acessível em casa e oferecer petiscos favoritos ajudam o pet a encarar a ida ao veterinário com menos medo

A ida ao veterinário representa a quebra brusca da rotina do animal, que é transportado para um ambiente com barulhos, odores diferentes e outros bichos. O veterinário Atílio Sersun explica que os pets podem associar o local a procedimentos invasivos ou agulhas.
Para amenizar esse pavor, o tutor pode deixar a caixa de transporte aberta em um cômodo, com um cobertor com o cheiro do bichinho, transformando-a em um refúgio na rotina diária.
Entenda
- Deixe a caixa de transporte aberta em casa com um cobertor do pet para que ele a veja como refúgio.
- Faça passeios de carro sem ir ao veterinário e use petiscos para acalmar o animal.
- Mantenha a calma na sala de espera para não transmitir ansiedade ao bicho.
- Evite aproximação com outros animais na recepção e mantenha a caixa de transporte elevada e coberta.
- Isole o pet temporariamente na volta para que os outros animais de casa não o estranhem.
É fundamental fazer passeios de carro sem destino hospitalar, oferecendo recompensas dentro do veículo. Dessa forma, o bicho quebra a associação negativa com o veterinário e reduz a ansiedade durante o trajeto.

Como amenizar o caos no veterinário
Feromônios sintéticos em spray ou coleira atuam no sistema nervoso, promovendo relaxamento e diminuindo a resposta ao estresse. O especialista conta que clínicas especializadas já utilizam difusores nas salas de espera para proporcionar mais conforto.

O estado emocional do tutor também influencia o comportamento do animal.
“Os animais são extremamente sensíveis à leitura da nossa linguagem corporal”, reforça o veterinário ao explicar sobre o contágio emocional.
Se o responsável está tenso e transmite sinais de perigo, o pet entende que precisa entrar em estado de alerta. Por isso, o tutor precisa adotar uma postura calma para transmitir segurança ao animal dentro do veterinário.

Cuidados na sala de espera e estresse silencioso
Na sala de espera, o erro mais comum é achar que os animais estão ali para fazer amigos. O correto é manter o isolamento, deixando os bichos afastados e a caixa de transporte elevada e coberta com uma toalha.

Os felinos, por serem muito territoriais, manifestam o chamado estresse invisível, ficando imóveis e reclusos, o que pode mascarar alterações fisiológicas importantes.
“Esse estresse agudo pode alterar a frequência cardíaca, a respiração e até mascarar ou simular alterações em exames de sangue”, destaca o professor do curso de medicina veterinária da Universidade Cruzeiro do Sul.
Ao retornar para casa, o pet pode carregar cheiros diferentes, fazendo com que outros animais o estranhem. A recomendação é mantê-lo temporariamente isolado em um cômodo ou transferir para ele cheiros familiares, como o de uma manta da própria residência.





