Plantas tóxicas podem causar danos em todo o organismo dos pets
Especialista revela que plantas tóxicas podem causar falência renal e hepática, e ensina quais espécies não fazem mal aos animais

Para evitar acidentes graves em casa e proteger a saúde do seu pet, é importante entender que certas plantas decorativas agem de forma tóxica no organismo de cães e gatos. O biólogo Ricardo Andrade explica que a ingestão de espécies perigosas provoca desde uma simples irritação na boca até danos cardíacos, hepáticos e neurológicos, alertando os tutores sobre a importância da prevenção.
Entenda
- Várias plantas decorativas têm substâncias tóxicas que podem causar falência de órgãos e a morte de cães e gatos.
- Salivação excessiva, vômito, diarreia e apatia exigem socorro rápido, pois o veneno pode agir de forma silenciosa.
- Cica, espirradeira, flor-da-fortuna, azaleia e lírios verdadeiros (fatais para gatos) devem ficar fora de casa.
- Para decorar sem riscos, aposte em orquídeas, samambaia-de-Boston, clorofito e peperômias.
- Nunca provoque vômito ou dê leite e receitas caseiras para “cortar o veneno”. Isso agrava a intoxicação.
As plantas produzem naturalmente diferentes substâncias que cumprem funções essenciais de sobrevivência e defesa na natureza. Sendo assim, o fato de uma folhagem ser totalmente natural não significa que ela seja biologicamente segura para o convívio com os animais.
A gravidade da intoxicação depende da espécie vegetal envolvida, da quantidade ingerida e de qual animal foi exposto ao risco. Os primeiros sinais que exigem socorro imediato incluem salivação excessiva, vômitos, diarreia e apatia. O perigo pode evoluir de forma silenciosa e fatal nas horas seguintes.

As plantas mais perigosas para a rotina dos pets
Entre as plantas mais populares que merecem atenção redobrada estão a cica, a espirradeira, a flor-da-fortuna e as azaleias. No caso da cica, toda a sua estrutura é venenosa e as sementes são ainda piores, podendo provocar lesões hepáticas graves, distúrbios de coagulação e até a morte. Já a espirradeira atua diretamente na atividade do coração do animal.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloPara quem cria gatos, os lírios verdadeiros não devem fazer parte da decoração, pois pequenas exposições causam lesão renal aguda. O perigo é tão extremo que o contato não precisa nem ser direto. “O gato pode, por exemplo, encostar no pólen, sujar o pelo e posteriormente ingeri-lo durante a própria higiene, ao se lamber”, detalha o biólogo.

A curiosidade dos filhotes e os acidentes com as plantas
Os filhotes têm uma tendência natural de explorar o ambiente cheirando e levando os objetos à boca, principalmente durante a fase de dentição. Qualquer folha que se movimente, galhos ou até mesmo o substrato do vaso desperta a atenção, aumentando consideravelmente os riscos de um acidente com as plantas.
No caso dos felinos, morder a vegetação não é obrigatoriamente um indício de que o bicho está tentando provocar vômito. O biólogo ressalta que esse hábito de mastigação faz parte do repertório natural e saudável da espécie. “O problema surge quando a espécie disponível é tóxica”, pontua Ricardo.

O que fazer e quais plantas são seguras
Se o tutor flagrar o pet mastigando uma folha suspeita, a primeira atitude é interromper a ingestão imediatamente e retirar o animal do local. O especialista alerta que conhecidos métodos caseiros acabam agravando a saúde do bicho. “Não se deve provocar vômito nem oferecer leite, sal, óleo, medicamentos, carvão ativado ou qualquer outro ‘antídoto caseiro’ sem orientação profissional”, orienta o professor da Unifran.
A recomendação é fotografar a planta, guardar uma amostra e procurar um veterinário com máxima urgência, mesmo que o cão ou o gato não apresente nenhum sintoma visível na hora. O socorro profissional rápido é o que define a sobrevivência, principalmente diante de quadros de dificuldade respiratória ou tremores.
Para manter a casa verde e livre de emergências toxicológicas, a melhor saída é substituir as espécies venenosas por folhagens classificadas como não tóxicas. As opções mais indicadas e seguras para dividir o espaço com os bichos de estimação incluem o clorofito, a samambaia-de-Boston, as peperômias e as orquídeas do gênero Phalaenopsis.












