
É o bicho!Colunas

Não produzem só mel! Saiba por que abelhas são vitais para o planeta
Muita gente não sabe, mas as abelhas são verdadeiras heroínas do planeta. Especialista revela detalhes e alerta para proteção desses insetos
atualizado
Compartilhar notícia

Engana-se quem acredita que a única e principal função das abelhas é produzir mel. Conhecidas como engenheiras da natureza, a verdade é que elas têm uma vida social complexa, além de grande importância para a alimentação humana e equilíbrio do planeta. Ou seja, proteger essas guardiãs da biodiversidade é garantir o futuro.
Conheça mais curiosidades sobre as abelhas
A entomologista Alessandra Vacari, especialista em impacto ambiental, destaca que a vida das abelhas é cheia de surpresas. “Em uma organização extremamente sofisticada, cada uma tem funções específicas ao longo da vida”, afirma. Absolutamente tudo é coordenado, como a limpeza da colmeia e a coleta de alimento.

Além disso, esses insetos fazem uma espécie de “dança” para se comunicar — assim, indicam localizações exatas de alimento, como direção e distância. Isso é possível graças a capacidade de navegação baseada no sol, na paisagem e até no campo magnético da Terra. Vacari ressalta que são milhares de espécies, e nem todas produzem mel.
A especialista cita, por exemplo, uma série de alimentos que dependem da polinização das abelhas. “Sem elas, haveria redução significativa na produção de café, maçã, melão, morango, abacate e diversas culturas agrícolas.” Ela menciona ainda outra função: “Reprodução de plantas nativas, o que ajuda na conservação das florestas e ecossistemas”.
“Proteger as abelhas é garantir nosso próprio futuro e a riqueza da vida no planeta”, declara a profissional da Universidade de Franca (Unifran).

Grandes perigos
Mesmo com tanta importância para a natureza, essas heróinas ainda enfrentam grandes ameaças — perda de habitat, desmatamento, mudanças climáticas e uso inadequado de pesticidas e queimadas. “Pequenas ações já fazem diferença: cultivar flores e plantas para polinizadores, evitar uso indiscriminado de inseticidas e preservar áreas verdes”, sugere.
Por último, a entomologista acrescenta que a ciência segue trabalhando para combater os riscos. “O futuro desses insetos depende diretamente das decisões que tomarmos em relação à conservação ambiental, sustentabilidade e uso consciente de recursos naturais”, conclui.