Inteligência animal: novo estudo descobre que abelhas sabem contar

Pesquisadores realizaram uma reavalição de estudos anteriores para chegar a uma conclusão se as abelhas sabem contar ou reagem a estímulos

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra abelha Bombus terrestris - Metrópoles - amaz - Foto: Robert Pickett/Getty Images

Para humanos, saber contar é uma habilidade comum que se aprende desde criança. Apesar de ter um cérebro bem menor que o nosso, pesquisadores internacionais descobriram que o atributo de processar informações numéricas também está presente entre as abelhas. A conclusão veio após uma reavaliação de estudos anteriores sobre a inteligência dos insetos. 

Segundo os cientistas, a afirmação de outros pesquisadores de que as abelhas não sabem contar e sim memorizam padrões visuais não se sustenta, pois não leva em consideração as limitações dos atributos das abelhas.

“Tem havido um debate sobre se as abelhas realmente ‘contam’ ou apenas reagem a padrões visuais. Nossos resultados mostram que essa crítica não se sustenta quando se considera a biologia do animal”, aponta um dos autores do estudo, Mirko Zanon, em comunicado.

O trabalho liderado pela Universidade Monash, na Austrália, teve os resultados publicados nos Anais da Sociedade Real B: Ciências Biológicas na última quarta-feira (22/4).

Reavaliação da habilidade das abelhas

Em estudos anteriores, a capacidade de contar das abelhas era avaliada da seguinte forma: os pesquisadores mostravam cartões com diferentes formas; em seguida, os insetos eram treinados, e depois tinham que escolher o símbolo determinado.

Tanto nos treinos quanto nos testes pós-treinos as abelhas tinham bons desempenhos, selecionando os cartões corretos com porcentagens iguais ou acima de 60%. Mesmo assim, alguns cientistas defendiam que as abelhas estavam apenas memorizando padrões e não contando. 

A solução encontrada pelo novo estudo para tirar a dúvida foi reavaliar os estímulos dos trabalhos antigos, mas de um jeito distinto: focado na forma como as abelhas enxergam realmente, e não baseados na visão dos humanos.

As abelhas enxergam com baixa resolução e não percebem detalhes finos como nós. Ao ajustar os cartões de acordo com a visão dos insetos, foi possível perceber que eles viam as imagens com poucos pormenores visuais, evidenciando que o animal sabe contar e não está apenas reagindo a um estímulo visual. 

“Ao avaliarmos a cognição do animal, devemos priorizar a perspectiva dele, caso contrário, podemos subestimar ou superestimar suas habilidades. Nós vemos e experimentamos o mundo de maneira bastante diferente dos animais, por isso devemos ter cuidado ao centrar nossos estudos na inteligência animal a partir de perspectivas e sentidos humanos”, afirma uma das autoras do artigo, Scarlett Howard.

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