Menino descobre que borboletas se lembram da vida como lagartas
Japonês de 11 anos descobriu que borboletas-cauda-de-andorinha conseguem reter memórias formadas quando lagartas, mesmo após a metamorfose

Um estudante japonês de 11 anos transformou sua curiosidade por borboletas em uma descoberta científica. Jo Nagai descobriu que esses insetos conseguem se lembrar de experiências vividas ainda na fase de lagarta, contrariando uma antiga hipótese sobre a memória durante a metamorfose.
Jo Nagai, de Kobe, no Japão, passou anos observando atentamente as borboletas-cauda-de-andorinha asiáticas que criava em casa. Sua curiosidade aumentou quando percebeu que os insetos pareciam reconhecê-lo mesmo depois de passarem pela metamorfose de lagartas.

Determinado a entender o mistério, o jovem desenvolveu experimentos que foram apresentados a cientistas renomados, criando debates sobre cognição animal, memória e comportamento hereditário. As informações são do portal japonês Hug Kum.
Como tudo começou
Em um certo dia, Jo Nagai notou que borboletas selvagens geralmente voavam quando ele se aproximava, mas suas borboletas-cauda-de-andorinha asiáticas, que criava desde a fase de lagarta, retornavam à sua mão, mesmo depois de serem soltas na natureza.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEsse comportamento incomum o levou a se perguntar se as borboletas poderiam reter memórias formadas durante o estágio de lagarta, apesar de passarem por uma metamorfose completa.
Motivado por essa questão, ele passou vários anos documentando o comportamento dos insetos e desenvolvendo experimentos cuidadosamente planejados.

O que Jo Nagai descobriu
Para investigar sua hipótese, o japonês expôs lagartas de borboletas-cauda-de-andorinha ao aroma de lavanda enquanto aplicava, simultaneamente, um leve estímulo vibratório usando um dispositivo de terapia muscular.
Após as lagartas completarem a metamorfose e emergirem como borboletas, ele as testou em um labirinto tubular em forma de Y. De acordo com suas descobertas, cerca de 70% das borboletas adultas evitaram o aroma de lavanda, sugerindo que elas retiveram memórias formadas antes da metamorfose.
Essas observações desafiam a crença tradicional de que o sistema nervoso de um inseto é completamente reconstruído durante o estágio de pupa, apagando todas as memórias anteriores.

Suas descobertas contribuem para um crescente corpo de pesquisas científicas, que sugerem que algumas formas de memória podem sobreviver à metamorfose.
Opinião dos cientistas
O trabalho de Jo despertou interesse por estar alinhado a um campo de pesquisa emergente que explora como as memórias dos insetos sobrevivem à metamorfose. Seu estudo foi apresentado em encontros científicos, incluindo o Congresso Internacional de Entomologia, em Kobe, onde entomologistas profissionais analisaram suas descobertas.

Embora a pesquisa tenha gerado discussões significativas na comunidade científica, ainda não foi publicada em um periódico científico com revisão por pares.
Especialistas consideram seu trabalho uma contribuição impressionante de um jovem pesquisador, ressaltando, porém, que a replicação por cientistas independentes será essencial para confirmar os resultados.





