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É o bicho!

Guia do passeio seguro: veterinário ensina cuidados antes de sair com o pet

Levar água, evitar horários quentes e manter a vacinação em dia garantem a segurança física e mental dos pets no passeio do fim de semana

28/08/2026 02:00
Magnific
cachorro passeando

Planejar atividades ou passeio ao ar livre no fim de semana com os pets exige cuidados com o clima e com a escolha do percurso para evitar que a folga termine em exaustão e acidentes. O veterinário João Paulo Lacerda explica que é fundamental avaliar a saúde, o condicionamento e a idade do animal antes de qualquer “rolê”. O ideal é montar um kit reforçado com sacos coletores, guia adequada, coleira com identificação e recipiente próprio para oferecer água fresca.

Entenda

  • Ao sair com seu pet na rua, coloque as costas da mão no chão. Se queimar a sua pele, vai machucar a pata do cão. Priorize a grama e a sombra no passeio.
  • Nunca saia sem água fresca, vasilha, saquinhos coletores e coleira com identificação. Em trilhas, acrescente toalha e petiscos.
  • Tremores, orelhas para trás e respiração muito acelerada mostram que o limite do bicho chegou. É hora de voltar para casa.
  • Não obrigue o animal a brincar com todos os cães que encontrar no parque. A socialização segura durante o passeio acontece aos poucos.
  • Os gatos geralmente não curtem sair do próprio território. Substitua o passeio na rua por arranhadores, prateleiras e brincadeiras de caça dentro de casa.

Em trajetos na natureza, como as trilhas ecológicas, o especialista recomenda incluir uma toalha, itens de primeiros socorros e petiscos. Em ambientes naturais, o tutor jamais deve permitir que o animal coma plantas, animais silvestres ou água de origem desconhecida.

Imagem de cachorro idoso com cara de fofo
Faça o teste da mão no chão para garantir que a temperatura do asfalto não vai machucar a pata do seu cão durante o passeio

Cuidados com o calor e o piso ideal para o passeio

Para que a programação de fim de semana seja segura, a principal estratégia é evitar os horários de pico do sol e priorizar locais com sombra e gramados. O asfalto absorve muito calor e pode provocar queimaduras nas patas mesmo quando a temperatura do ar parece agradável.

“Um teste simples para avaliar o piso é colocar o dorso da mão no chão por alguns segundos: se estiver quente demais para a mão, também estará para as patas do animal”, ensina Lacerda.

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A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos
A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção
Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família
Os cães podem expressar afeto de diferentes formas
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Os cães podem expressar afeto de diferentes formas

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A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos
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A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos

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A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção
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A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção

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Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família
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Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família

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O tempo da caminhada varia de acordo com o porte, a raça e as características de cada bicho. Fraqueza, desorientação, alteração na coordenação ou dificuldade para respirar são alertas “vermelhos” para interromper a atividade imediatamente e buscar ajuda veterinária.

Foto colorida de cachorro da raça golden retriever com fone de ouvido vermelho
Se o animal demonstrar medo, tremores ou inquietação em eventos cheios, não force a interação e encerre o passeio

Eventos cheios e os limites de socialização no passeio

Muitas famílias aproveitam os dias livres para frequentar feirinhas e eventos ao ar livre, entretanto, nem todo bicho gosta de multidões e sons altos. Se o cão não estiver acostumado com ambientes movimentados, a adaptação deve começar por locais mais tranquilos para evitar fugas e brigas.

“O animal pode demonstrar desconforto por meio de sinais como tentativa constante de se esconder ou fugir, tremores, postura corporal muito baixa, orelhas retraídas, vocalização excessiva, respiração muito acelerada, salivação, inquietação ou recusa de interação”. 

João Paulo Lacerda

Quando esses sinais de medo aparecem, forçar a interação é um erro grave. A socialização durante o passeio não significa obrigar o cão a brincar com todos os outros. A interação deve ser gradual e sem a disputa por brinquedos e alimentos.

Gato lambendo a pata
Se o animal demonstrar medo, tremores ou inquietação no meio de eventos cheios, não force a interação e encerre o passeio

Alternativas dentro de casa para substituir o passeio

Enquanto os cães costumam adorar as saídas de fim de semana, a realidade dos felinos é outra. Retirar os gatos de um ambiente conhecido costuma gerar muito estresse e, para eles, a rua não é necessariamente um sinônimo de bem-estar.

A melhor saída para divertir os bichanos e os cães mais caseiros é investir no enriquecimento ambiental. O uso de prateleiras, esconderijos, arranhadores e atividades de caça simulada funciona como um excelente substituto para o passeio tradicional.

As atividades de farejamento, por exemplo, cansam o bicho sem a necessidade de sair de casa. “O objetivo não é apenas cansar o animal fisicamente, e sim oferecer desafios que estimulem comportamentos naturais, como explorar, farejar, procurar e resolver problemas”, conclui o professor e coordenador do curso de medicina veterinária do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).