Gestação pet: os cuidados essenciais que todo tutor precisa saber
Veterinária explica que pré-natal, ultrassom e nutrição garantem uma gestação animal segura; saiba os cuidados necessários com o pet

O Dia da Gestante é celebrado em 15 de agosto, e também serve de alerta para a saúde pet. Tutores de cadelas e gatas precisam redobrar a atenção em casa para garantir uma gestação saudável e sem sustos. A veterinária Valeska Rodrigues explica que o acompanhamento pré-natal é essencial. O momento exige atualização de vacinas, agendar ultrassons para checar a ninhada e reforçar a dieta da mãe com ração de filhotes.
Já na hora do parto e as semanas seguintes, a rotina de cuidados muda de foco. O tutor precisa montar um “ninho isolado” e seguro, monitorar a força das contrações na hora do nascimento e não recorrer a suplementos caseiros, garantindo uma amamentação livre de perigos metabólicos para a fêmea.
Entenda
- Antes ou logo no início da gestação, a fêmea precisa de uma avaliação veterinária rigorosa para atualizar as vacinas, aplicar vermífugos seguros e checar o estado de saúde geral.
- Para confirmar a gestação sem sustos, o primeiro exame de imagem deve acontecer entre 20 e 25 dias, garantindo que os filhotes estão vivos e se desenvolvendo bem.
- Como o gasto energético muda no meio da gestação, o tutor precisa trocar a comida da fêmea por ração de filhotes, mantendo esse alimento reforçado até o desmame total da ninhada.
- Na reta final da gestação, é um instinto animal buscar esconderijos tranquilos. O ideal é preparar um canto calmo, isolado e aquecido na casa para que a fêmea dê à luz sem estresse.
- Dar suplementos por conta própria ao longo da gestação aumenta o risco de eclâmpsia, uma crise metabólica grave e fatal que causa tremores e convulsões na mãe durante a amamentação.

O ultrassom e a nutrição no meio da gestação
Para confirmar a gravidez e a saúde da ninhada, o primeiro ultrassom deve acontecer entre 20 e 25 dias após o acasalamento. Esse exame é indispensável porque, segundo a veterinária, “permite avaliar a viabilidade dos fetos. Se estão bem, com boa movimentação e sem alterações anatômicas…”, exemplifica.
Com o avanço da gestação, a fêmea gasta muito mais energia. Entre os 30 e 40 dias, o tutor deve fazer a troca gradual da comida pela ração de filhotes, mais forte e nutritiva. A ração só deve ser trocada novamente após o desmame total.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa hora do lazer, os passeios estão liberados, porém, exigem cautela. O dono deve evitar o contato com animais desconhecidos e, principalmente, respeitar o cansaço da futura mamãe, que diminui o ritmo naturalmente por conta do peso na barriga.

O ninho, os riscos do parto e o fim da gestação
Perto do parto, o instinto da fêmea faz com que ela busque cantos isolados e protegidos para montar o ninho e esconder a cria. Logo ela começa a ficar ofegante e apresenta contrações que evoluem gradativamente, com os filhotes nascendo em um intervalo médio de até duas horas entre um e o outro.
O tutor deve apenas observar, no entanto, a ida até o veterinário é urgente em dois casos: se a barriga ficar como uma “bolinha dura” por muitos minutos sem o filhote nascer, ou se ele ficar visivelmente preso após três contrações seguidas da mãe.
Após o parto, o maior risco para a fêmea é a eclâmpsia, uma falha metabólica ligada à falta de cálcio que causa tremores e convulsões na fase de amamentação. Para prevenir o problema, a regra é fugir de invenções caseiras. “A melhor prevenção é oferecer uma ração industrializada de alta qualidade e jamais suplementar cálcio por conta própria”, finaliza a especialista.















