Estudo explica o que leva cães a montar na perna de pessoas e objetos
Constrangimento comum para muitos tutores, o comportamento dos cães de montar em pessoas e objetos tem uma série de explicações

Entre os comportamentos caninos, há um que costuma causar bastante constrangimento nos tutores: a famosa montada em pessoas e objetos. Nessas situações, os donos sempre tentam reprimir a ação sem sequer entender o que está por trás disso. O comportamento, na verdade, é explicado por várias questões, incluindo a mistura de emoções intensas, como ansiedade e empolgação.
Veja estudo
Em entrevista a um portal internacional, Marc Bekoff, professor de biologia da Universidade do Colorado (EUA), mencionou um estudo que fez sobre o tema. O grupo coletou dados sobre 312 situações de monta de cerca de 40 cães. A análise mostrou que os machos representam 58% dos casos e as fêmeas, 42%.
Em cerca de 65%, a hipótese é que o cão simplesmente acabou em uma posição de assumir o controle da situação. Em 26%, a brincadeira foi a responsável pela monta e, por último, 9% foi justificado pela dominância do animal — embora seja o argumento mais comum.
Em contrapartida, a veterinária Karen Sueda afirmou, ao mesmo portal, que montar na perna de uma pessoa geralmente não é uma tentativa de dominância. Segundo ela, trata-se de um comportamento de deslocamento, algo que os cachorros fazem para lidar com emoções conflitantes.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloOu seja, situações como uma nova visita em casa ou uma tarde agitada na creche, por exemplo, podem desencadear a monta, em razão da mistura de excitação e ansiedade.

Mitos e o que é importante na situação
Ao contrário do que muitos tutores acreditam, a castração não vai, necessariamente, resolver a questão. Isso porque a testosterona pode permanecer no organismo do pet por até cerca de dois meses após a cirurgia. Em outros casos, o hábito pode ser apenas algo que eles aprenderam a fazer, sem qualquer relação com hormônios.
Por último, Bekoff lembrou que, antes da vergonha e das desculpas que parecem não funcionar, é importante observar o contexto geral da monta: o que aconteceu antes, quem ou o que a recebeu e qual era a relação entre os dois.












