Doenças cardíacas em cães e gatos: tudo o que você precisa saber
Agosto Azul e Vermelho também reforça a importância da saúde cardíaca de cães e gatos, alerta a veterinária Sofia Nunes Pinaff

O mês de agosto é conhecido pela campanha Agosto Azul e Vermelho, dedicada à prevenção e ao combate às doenças vasculares e cardiovasculares. A conscientização também vale para cães e gatos, que podem sofrem com problemas cardíacos.
Doenças cardíacas mais frequentes em cães e gatos
- Insuficiência cardíaca congestiva: cães idosos a partir dos 8 anos.
- Doença valvar degenerativa: cães idosos a partir dos 8 anos.
- Cardiomiopatia dilatada: cães jovens a idosos, a partir dos 4 anos.
- Cardiomiopatia hipertrófica: gatos jovens e adultos, a partir dos 2 anos.
- Cardiomiopatias restritiva: gatos adultos e idosos.
Raças e portes que necessitam de mais atenção
Ao Metrópoles, a veterinária Sofia Nunes Pinaff explica que existem raças e portes específicos de animais que possuem predisposição genética a problemas cardíacos.
A doença valvar degenerativa (degeneração da válvula mitral) é mais comum nas raças pequenas como cavalier king charles spaniel, poodle, yorkshire, dachschund, shih tzu, chihuahua, pinscher e maltês.
Já a cardiomiopatia dilatada é mais comum nas raças grandes como dobermann, dogue alemão e boxer. “No bulldog inglês é comum a estenose pulmonar, enquanto no golden retrivier e rottweiller, a estenose subaórtica.”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSinais do dia a dia que podem indicar problemas no coração
- Cansaço frequente após exercício físico;
- Diminuição da energia e disposição;
- Cachorro sempre agitado que começa a preferir descansar do que brincar;
- Tosse persistente;
- Respiração rápida e abdominal (muito comum);
- Sincopes (desmaios) de forma súbita sem histórico anterior.
Quando fazer check-up cardiológico
De acordo com a veterinária Sofia Nunes Pinaff, o check-up cardiológico deve ser realizado, de forma geral, a partir dos 7 anos.
Porém, de forma específica, nas raças pequenas, a partir dos 7 anos e nas raças grandes, a partir dos 6 anos, principalmente quando o pet possui predisposição.
Em relação aos exames de diagnóstico indispensáveis para avaliar o coração dos pets, a profissional cita eletrocardiograma e ecodopplercardiograma. “Check-ups sanguíneos incluindo hemograma completo, marcadores renais e hepáticos, colesterol e triglicérides também são válidos.”
Como garantir boa qualidade de vida aos pets diagnosticados
Assim como nos seres humanos, a qualidade de vida impacta diretamente na saúde dos animais e na sobrecarga do coração e sistema cardiovascular.
“Refeições desbalanceadas, ricas em gorduras, fazem com que o corpo tenha que redobrar o seu trabalho para aumentar o bombeamento sanguíneo. Isso impacta diretamente no aumento da frequência cardíaca, nos níveis de pressão arterial e no aumento da demanda de o2”, explica a profissional.
Apesar disso, pets podem ter uma boa qualidade de vida se forem diagnosticados precocemente, fazendo acompanhamento e tratamento adequado. “É essencial manter sempre os exames semestrais e anuais atualizados com um médico veterinário de confiança”, conclui Sofia.









































