
É o bicho!Colunas

Cão Orelha: famosos e institutos pedem justiça e homenageiam cachorro
Em diversas publicações, moradores da região e famosos publicaram sobre o assassinato brutal do cão Orelha
atualizado
Compartilhar notícia

A morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, de 10 anos, mobilizou moradores da Praia Brava, no Norte de Florianópolis, organizações de proteção animal e autoridades de Santa Catarina. As redes sociais também se indignaram com a situação.
O caso ganhou repercussão e é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que apura a participação de adolescentes nas agressões que levam o animal a óbito. Orelha foi encontrado agonizando no dia 15 de janeiro por moradores da região e levado para atendimento veterinário. Diante da gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia.

O animal se tornou um mascote da comunidade da Praia Brava, que conta com três casinhas destinadas aos animais. Ele convivia diariamente com moradores, outros cães do bairro e também com turistas que frequentavam a praia.
Nas redes sociais, a Associação de Moradores da Praia Brava destacou o papel afetivo do animal e informou que Orelha se tornou um “símbolo simples, mas muito querido”. A entidade também divulgou uma nota lamentando o ocorrido.
“Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado espontaneamente pela comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém muito querido, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que aqui vivem”, escreveram.
A mobilização também ganhou força nas redes sociais, com imagens de moradores e protetores segurando placas com a hashtag #justiçapororelha.
Atrizes se engajaram na luta por justiça
Nesse domingo (25/1), as atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui publicaram vídeos nas redes sociais lamentando a morte do cachorro e cobrando providências das autoridades. “Quem faz isso com um animal inocente, por um simples querer, tende a repetir esse modelo de violência com outros seres vivos. A gente precisa estar atento a isso”, escreveram.

O Instituto Eu Sou o Bicho também publicou uma homenagem ao animal: “Orelha foi um cachorro comunitário. Idoso, doce, olhar manso e um coração que só sabia amar. Conhecia a rua como quem conhece um lar: cada esquina, cada pessoa, cada gesto de carinho.”
“Caminhava com confiança, alegria e aquela esperança silenciosa de quem acredita no bem. Recebia afeto de muitos. Abanava o rabo com facilidade. E, sem dizer uma palavra, ensinava todos os dias que amor não precisa de posse — precisa de respeito, cuidado e empatia. Orelha não fez nada para merecer o que lhe aconteceu”, disseram, na publicação.
