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Resgate emocionante! Casal troca férias na praia para salvar gatinhos
Decisão tomada no fim do ano transformou férias do casal em força-tarefa para salvar filhotes de gatinhos abandonados em praia de SC
atualizado
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O que seria uma viagem de férias terminou em uma missão de sobrevivência. Um casal desistiu do descanso na praia para cuidar de gatinhos recém-nascidos abandonados após o parto, assumindo uma rotina intensa de cuidados que vai de Florianópolis a São Paulo.
Entenda
- Casal encontra gata em trabalho de parto durante férias em Florianópolis
- Intervenção para proteger a ninhada resulta no abandono dos filhotes
- Viagem de 700 km é organizada para garantir a sobrevivência dos animais
- Filhotes seguem em recuperação e aguardam adoção responsável
A mudança de planos aconteceu no último dia de 2025. A criadora de conteúdo Mari, conhecida pelo perfil @casa_doze no TikTok, encontrou uma gata de rua dando à luz no quintal da casa de sua mãe, em Florianópolis, Santa Catarina. Diante da chuva, ela tentou proteger a ninhada recém-nascida.
Assista ao vídeo
@casa_doze Alguém tem alguma dica do que devo fazer pra salvar a vida desses gatinhos? #recemnascido #gatinhossemamae ♬ Smooth Strut (Syn) – Ah2
O gesto, porém, teve um efeito inesperado. Assustada pela presença humana, a gata — descrita como muito arisca — abandonou os filhotes logo após o parto. Sem a mãe, os sete recém-nascidos passaram a depender integralmente de cuidados humanos para sobreviver.
Diante da situação, Mari e o namorado, Amadeu, decidiram assumir o papel de cuidadores integrais. As férias foram interrompidas e a rotina de descanso deu lugar a um plantão doméstico 24 horas por dia, com alimentação a cada duas horas, controle rigoroso de temperatura e acompanhamento constante.
@casa_doze Me sentindo responsável por sete gatinhos estarem praticamente órfãos #gatinhosrecemnascidos #gatinhos ♬ som original – casa_doze
A jornada, no entanto, foi marcada por perdas. A primeira foi Vitória, uma das gatinhas, encontrada poucas horas após o nascimento com um quadro grave de miíase. Apesar de ter sido internada, ela não resistiu à fragilidade do organismo. Já em São Paulo, a segunda perda foi a filhote Branca, que apresentava dificuldades respiratórias e morreu pouco depois da chegada, evidenciando a vulnerabilidade de animais que não recebem o leite materno nos primeiros dias de vida.
Mesmo em meio ao luto, o casal manteve os cuidados com os sobreviventes. A decisão de levar os filhotes para São Paulo foi tomada após Mari constatar que ONGs e protetores independentes de Florianópolis estavam operando acima da capacidade, sem vagas para oferecer a amamentação frequente exigida por neonatos.

Uma logística de 700 quilômetros
Transportar filhotes tão jovens exigiu planejamento minucioso. O transporte aéreo foi descartado devido aos riscos da pressurização e do frio no compartimento de carga. A viagem de ônibus também foi considerada inviável, já que o trajeto de mais de 12 horas não permitiria as paradas necessárias para alimentação e higiene constantes.
Como Mari não dirige e a habilitação de Amadeu estava vencida, a solução encontrada foi alugar um carro e contratar um motorista particular indicado por amigos. Durante o percurso, o casal utilizou bolsas de água quente, trocadas em postos de combustível, para manter a temperatura da caixa de transporte. A intenção era simular o calor corporal da mãe, essencial para evitar o estresse térmico — fator frequentemente fatal para felinos neonatos.
Recomeço em São Paulo
Já instalados em São Paulo, os filhotes sobreviventes alcançaram um marco importante: começaram a abrir os olhos, sinal de que estão se desenvolvendo apesar do início crítico. A rotina segue intensa, com mamadeiras de leite especial preparadas ao longo da madrugada e cuidados contínuos.
@casa_doze A mamaezinha deles acabou rejeitando e a gente resgatou. Acompanhem o crescimento deles aqui com a gente!! ❤️ #gatinhosrecemnascidos #adoteumgatinho ♬ som original – casa_doze
Por segurança, os gatinhos permanecem isolados dos três gatos adultos que já vivem no apartamento, até que tenham idade para realizar testes de doenças virais e receber as primeiras vacinas. Nas redes sociais, Mari destaca que, apesar do forte vínculo criado, o plano é encaminhar os animais para adoção responsável assim que estiverem saudáveis e independentes.
Cuidar de gatinhos órfãos exige precisão, paciência e dedicação constante, na tentativa de reproduzir os cuidados que seriam oferecidos pela mãe na natureza. Quando a amamentação natural não é possível, a intervenção humana precisa seguir protocolos rigorosos — e, neste caso, transformou férias comuns em uma escolha que salvou vidas.
