Assassinato do cão Orelha comove redes sociais. Conheça a história
Orelha morreu após ser agredido por cerca de quatro adolescentes. Caso é investigado pela Polícia Civil
atualizado
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Mais um caso de maus-tratos a animais chocou as redes sociais no último fim de semana. O episódio envolve a morte do cão Orelha, que precisou ser submetido à eutanásia após ser brutalmente agredido por ao menos quatro adolescentes em Santa Catarina.
Orelha vivia na Praia Brava, em Florianópolis. No local, havia três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Além de conviver diariamente com moradores, o animal também interagia com outros cães do bairro, sendo conhecido e querido pela comunidade.
Em nota divulgada na última sexta-feira (17/1), a Associação de Moradores da Praia Brava destacou o vínculo afetivo criado ao longo dos anos. “Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”, diz o texto.
De acordo com a Polícia Civil, quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento nas agressões. Eles foram identificados após a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região. Todos os possíveis envolvidos foram localizados e as investigações seguem em andamento.
Mobilização nas redes sociais
A morte de Orelha provocou forte comoção e revolta nas redes sociais, mobilizando internautas, artistas, organizações de proteção animal e autoridades.
Ana Castela foi uma das famosas que comentou sobre o assunto. A cantora publicou um vídeo dos cachorros dela e escreveu: “Como que alguém consegue fazer mal para um bichinho desse?”. Em outro post, ela comentou: “Vão pagar, a Justiça de Deus não falha”.
Luana Piovani e Rafael Portugal também homenagearam Orelha e repudiaram a atitude dos envolvidos no crime.
Na web, internautas também se comoveram. “Era uma noite de frio e ele estava preparado para dormir quando os marginais o chamaram… Um ser inocente veio abanando o rabinho, achando que ia receber carinho, e foi torturado sem entender nada”, escreveu um internauta no X (antigo Twitter).
Outros relatos apontam que um segundo cachorro também teria sido atacado pelo mesmo grupo. “Tentaram matar outro cachorrinho afogado no mar. Felizmente, ele conseguiu voltar até a areia e acabou sendo adotado por um delegado”, comentou outra pessoa.
O deputado estadual Mário Motta também se manifestou sobre o caso e lançou um abaixo-assinado para a criação de uma estátua em homenagem a Orelha.
“Não há mais espaço para esse tipo de crime em nossa sociedade. Queremos justiça para o Orelha e para todos os animais vítimas da violência humana”, declarou o parlamentar.
O assassinato brutal do Orelha, nosso cão comunitário querido da Praia Brava, que viveu mais de 10 anos ali sendo cuidado e amado por todos, não pode ser esquecido.
Por isso, defendo a criação de uma estátua em sua homenagem: para preservar sua memória, transformar nossa dor em… pic.twitter.com/toqhbVtbVo
— Mário Motta (@depmariomotta) January 21, 2026






