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Dirofilariose: mosquito transmite verme do coração e ameaça pets

A dirofilariose é silenciosa no início, compromete o coração e pode ser fatal sem diagnóstico e prevenção adequados

Camila Santos26/01/2026 02:00, atualizado 23/01/2026 15:15
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Connect Images/Getty Images
pets: cachorro e gato filhote

Transmitida pela picada de mosquitos comuns em áreas urbanas e litorâneas, a dirofilariose — conhecida como doença do verme do coração — representa uma ameaça grave à saúde de cães e gatos. Silenciosa nas fases iniciais, a enfermidade pode evoluir rapidamente e causar danos irreversíveis ao coração e aos pulmões dos pets, alerta o médico-veterinário Edilberto Martinez.

Entenda a dirofilariose

  • O que é: doença causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que se instala no coração e nos vasos pulmonares dos pets.
  • Como se transmite: pela picada de mosquitos infectados, como Aedes, Culex e Anopheles.
  • Principais riscos: insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar e morte súbita.
  • Prevenção: uso contínuo de medicamentos preventivos e controle do mosquito.
foto colorida cachorro na veterinária com dirofilariose
A dirofilariose, popularmente conhecida como ‘verme do coração’, é uma doença parasitária grave transmitida por mosquitos e mais comum nos períodos de calor

A doença e o ciclo de transmissão

A dirofilariose é provocada por um verme nematódeo que depende do mosquito para completar seu ciclo de vida. Segundo Edilberto Martinez, o inseto se infecta ao picar um animal doente e, após o desenvolvimento das larvas em seu organismo, transmite o parasita a um pet saudável em uma nova picada.

Dentro do animal, as larvas migram pelo corpo até se alojarem no coração e na artéria pulmonar, onde atingem a fase adulta em cerca de seis meses. Os vermes podem chegar a até 30 centímetros de comprimento. A doença não é transmitida diretamente entre animais — o mosquito é sempre o intermediário.

Impacto direto no coração

A presença dos vermes no sistema cardiovascular provoca obstrução do fluxo sanguíneo e sobrecarga do coração. “O órgão passa a trabalhar com esforço excessivo, o que pode levar à insuficiência cardíaca”, explica Martinez.

Além disso, os parasitas causam inflamação intensa nas artérias pulmonares, aumentando a pressão nos pulmões. Em gatos, mesmo poucos vermes podem desencadear reações graves e fatais, devido à sensibilidade do sistema respiratório felino.

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Sinais clínicos exigem atenção

Nos cães, a fase inicial costuma ser assintomática. Com a progressão da doença, surgem tosse persistente, cansaço fácil, perda de peso e apatia. Em quadros graves, o animal pode apresentar dificuldade respiratória, desmaios e acúmulo de líquido no abdômen.

Em gatos, os sinais são mais sutis ou repentinos, como vômitos, crises respiratórias semelhantes à asma, letargia intensa e, em casos extremos, morte súbita.

Diagnóstico precoce salva vidas

O diagnóstico combina avaliação clínica, testes sanguíneos específicos e exames de imagem, como raio-X e ecocardiograma. Detectar a doença precocemente é decisivo para reduzir riscos. “Quanto mais avançada a dirofilariose, maiores os danos ao coração e mais complexo e perigoso se torna o tratamento”, destaca o veterinário.

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Os gatos também podem ser afetados

Prevenção é a principal estratégia

O uso regular de medicamentos preventivos prescritos por um médico-veterinário é a forma mais eficaz de proteção. A testagem anual, o controle de mosquitos e cuidados redobrados em viagens para regiões quentes ou litorâneas também fazem parte do protocolo de prevenção.

“A dirofilariose tem tratamento, mas prevenir ainda é o caminho mais seguro para garantir uma vida longa e saudável aos pets”, conclui Edilberto Martinez.